Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico
Enviada em 15/09/2021
Durante a ditadura militar no Brasil, na segunda metade do século XX, o acesso à cultura encontrava-se restrito como medida para afunilar a interpretação de mundo por parte dos cidadãos. Nesse viés, a crise no setor turístisco, provocada pelo advento da pandemia de covid 19, configura-se como um impasse à democratização do acesso ao expressivos feitos da humanidade e uma evidência da desigualdade há muito presente no globo.
De início, deve-se abordar tal cenário de crise no turismo como um provedor de alienação. Nesse sentido, por existir uma queda acentuada na busca por viagens à importantes monumentos, obras e sítios que tratem da história das civilizações, o aprendizado e o conhecimento obtido do contato com o passado torna-se defasado. Por esse lado, tal como afirmara Edmund Burke, a repetição de erros e conflitos torna-se comum em uma sociedade não educada, engredando a perca de qualidade de vida.
Outrossim, é pertinente destacar como o contexto de crise evidencia as desigualdades pertinentes no cenário global. Dessa forma, países mais desenvolvidos e, consequentemente, com maior acesso à vacinação, encontram-se na recuperação do setor turístico em detrimento das nações mais pobres, fato que desacelera a recuperação econômica. Nessa senda, conclui-se que a ideologia mundial dominante pauta-se no conceito de ‘Atitude Blasé’, criado por George Simmel, no qual os problemas a serem solucionados foram subestimados e naturalizados. Logo, se fazem mais danosos em períodos de crise.
Destarte, cabe aos Estados de cada nação, unidos com órgãos responsáveis, a atuação a fim de reverter os efeitos da crise nesse setor por meio da intensificação da vacinação e da criação de programas educacionais que visem influenciar crianças e adultos para visitarem destinos históricos, a fim de formar uma sociedade mais consciente de seu passado e alavancar a economia. Só assim o mundo se posicionará a caminho da evolução.