Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico

Enviada em 23/09/2021

Segunda Sártre, Filósofo francês, o ser-humano é livre e responsável, cabe a ele escolher o seu modo de agir. Logo, com o avanço do sistema capitalisma, recai sobre o o homem o compromisso de tornar o mundo mais sustentável. No século XXI, a preocupação com a crise econômica gerada pela pandemia, especialmente no setor turístico, reflete essa realidade. Quanto às causas, pode-se apontar pelo menos dois fatores que contribuem para a eclosão desse quadro: o desamparo econômico estatal e a insuficiênte logística de vacinação.

De início, sabe-se que possuir economia forte é o principal fator para que um país ofereça qualidade  de vida a seus habitantes, e, ocupando a décima terceira posição na economia mundial, pelo ranking do IBGE, em 2020, seria plausível afirmar que o Brasil oferece bom padrão de vida para sua nação. Em contrapartida, a realidade acaba sendo o oposto e o resultado desse contraste é refletido, por exemplo, no desamparo econômico que civis e médios e pequenos empresários sofrem em meio a recessão causada pelo Covid-19. Diante desse contexto, questiona-se, então, a idoneidade do Estado, uma vez que recai sobre este, o dever de assistir cidadãos e empresas mais vulneráveis, conforme, inclusive, é  previsto em Constituição.

Ademais, faz-se relevante, ainda, salientar a insuficiênte logística de vacinação, ou seja baixo número de vacinas adquiridas, além de demora na decisão de compra das mesmas. Segundo uma reportagem da BBC News, em Julho de 2021, foi oferecido ao Brasil, por diversas vezes, a possibilidade de receber grandes lotes de vacinas, porém, o mesmo recusou, o que claramente configura-se como negligência e ato inconstitucional. Convém, por isso, indagar a fiabilidade do Estado para com o povo brasileiro, pois as consequências desse feito são responsáveis por boa parcela do infortúnio vivido durante a pandemia do coronavírus.

Logo, sendo o desamparo econômico estatal e a insuficiênte logística de vacinação fatores responsáveis pela eclosão desse quadro, medidas para o contorno dessa problemática podem ser, por exemplo, a revitalização de programas sociais eficiêntes de crédito e auxílio para defrontar a carência financeira de indivíduos e empresas mais emergentes, e a revisão da forma com que o Estado lida com a logística de vacinação. Tais objetivos podem ser alcançados por meio de parcerias entre o Ministério da Saúde e o Estado, que juntos devem discutir, em conferências, planos e meios para intervirem, solucionando, assim, a problemática em questão. Somente assim o Brasil poderá superar o infortúnio.