Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico
Enviada em 17/09/2021
“Se no mapa não constar a utopia, nem olhemos para ele, porque nos está escondendo o principal”. O escritor Oscar Wilde, com essa concepção, defende que crer em um mundo melhor, sem divergências e conflitos, consiste em algo fundamental para a existência humana. Destarte, acreditar em um Brasil sem, por exemplo, os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico pode se caracterizar como um elemento norteador para a obtenção e uma sociedade mais harmônica. Nesse prisma, cabe analisar essa questão no país.
Inicialmente, observa-se que o Poder Púbico se mostra negligente ao permitir esses impactos. Isso porque há uma falha no processo de assistência, uma vez que falta oferecer auxílio financeiro para os pequenos negócios afetados pela baixa atividade turística, o que prejudica a sua subsistência. Sendo assim, nota-se que o governo não tem assegurado o bem-estar de todos os cidadãos, revelando, consequentemente, a violação do contrato social teorizado pelo filósofo John Lock.
Além disso, pontua-se que a resignação social tende a intensificar esses impactos. Porém, parte da sociedade tem apresentado essa postura inerte, pois acredita que são majoritários os segmentos políticos contrários a visitação de pontos turísticos, comprometendo, assim, a economia de todo este setor. Esse cenário pode ser esclarecido com base nos estudos da cientista política Elisabeth Noelle-Neumann, já que, segundo ela, para evitarem conflitos com grupos hegemônicos, algumas pessoas tendem a fomentar um “espiral do silêncio”, gerando, desse modo, a manutenção dos impasses vigentes.
Convém, portanto, ressaltar que os impactos da pandemia no mercado turístico devem ser superados. Logo, é necessário que o Estado promova a assistência, priorizando verbas, a partir do ministério competente, para pequena empresas, com o objetivo de mantê-las em funcionamento. Ademais, é fundamental sensibilizar a população, via campanhas midiáticas produzidas por ONG’s, sobre a importância de se adotar uma postura não resignada diante das ideologias dominantes, a fim de potencializar a mobilização coletiva em prol da melhoria do rendimento do setor de turismo. Desse modo, assim como sugeriu Oscar Wilde, seria possível ter uma utopia para se nortear no “mapa” da vida.