Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico

Enviada em 17/09/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988, o turismo deve ser promovido e incentivado pelo Estado como um fato de desenvolvimento social e econômico. No entanto, diante da pandemia da Covid-19, o Governo brasileiro não conseguiu manter seus compromissos com esse setor, de maneira que ele foi drasticamente afetado pelo isolamento social. Destarte, é fulcral destacar quais são os impactos sociais e econômicos que as medidas de contenção da patologia causaram no mercado turístico.

Em primeiro plano, vale salientar que a COVID-19 resultou na demissão em massa dos trabalhadores. Sob esse viés, o isolamento social e a redução na busca por regiões turísticas forçaram os empresários, como uma forma de sobreviver ao caos sanitário, a despedirem seus funcionários ou a declararem falência, pois a quantidade de capital existente, na empresa, era insuficiente para pagar as contas, por exemplo, de água, de luz, e de empregados. Esse cenário, infelizmente, é percebido pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os quais apontam que, no Brasil, 14,8 milhões de brasileiros estão desempregados, valores recordes motivados pela pandemia. Dessa maneira, é notório que as medidas de contenção da doença agravaram os problemas sociais já existentes.

Ademais, em segundo plano, convém analisar que a arrecadação econômica do mercado turístico foi prejudicada pelo isolamento social. Nesse sentido, como os cidadãos tiveram que ficar em seus lares, lidando com a possibilidade de contrair a doença, potencialmente fatal, muitos optaram por guardar o dinheiro como um “seguro saúde”, ao invés de gastá-lo com viagens, por exemplo, haja vista que é fato que a saúde pública brasileira vive um verdadeiro colapso. Outrossim, para atender às demandas sanitaristas, mesmo que os clientes não estivessem comparecendo aos ambientes de lazer, os empresários tiveram que investir na proteção dos clientes, gastando com termômetros e álcool em gel. Como reflexo disso, segundo o portal de informações “UOL”, o turismo acumulou mais de 312,6 bilhões de prejuízos desde o início da pandemia.

Portanto, a fim de mitigar esse cenário, é essencial que o Ministério do Turismo, em parceria como Ministério da Cidadania, ofereça um amparo econômico aos empresários das regiões dependentes do turismo, por meio do repasse de verbas da União, a qual cortará gastos supérfluos, como auxílio-terno, de maneira que o patrão consiga pagar todas as contas e manter a estabilidade trabalhista aos seus funcionários. Concomitantemente, deve promover campanhas que incentivem viagens e gastos com turismo, afirmando que tais lugares estão preparados para recebê-los com segurança. Assim, o país dará um primeiro passo à redução dos impactos para o ludambulismo e respeitará a Carta Magna.