Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico

Enviada em 21/09/2021

O grande filósofo da Grécia Antiga, Heráclito de Éfeso, já preconizava que nada é permanente, salvo a mudança. Tal conceito pode ser observado atualmente, mostrando que, mesmo com toda tecnologia criada, nenhuma conseguiu evitar as mudanças trazidas ao mundo pela pandemia da Covid-19, principalmente no ramo turístico. Nesse sentido, é possível observar que a ausência de informações essenciais sobre a patologia, em conjunto com os planejamentos governamentais e privados diante desse momento histórico, foram fatores decisivos para minimizar ou agravar os impactos causados.

De início, é importante observar que, segundo a Organização Mundial de Turismo, o impacto do novo coronavírus é tão grande que a recuperação do cenário nesse segmento pode levar entre 5 e 7 anos. Tais dados refletem a falta de informações adequadas - não apenas no início da pandemia, como posteriormente, com as falsas notícias - na sociedade, de modo a acarretar grandes prejuízos por um longo período de tempo no âmbito turístico. Nesse ínterim, as ações que tinham efeitos imediatos não foram capazes de suportar o tempo necessário para a reestabilização do setor supracitado, de modo a prejudicar de forma grave esse mercado voltado para o lazer.

Outrossim, o planejamento das entidades públicas e privadas para lidar com a forma de regular a sociedade no período de pandemia da Covid-19 continua sendo o alicerce de todo o setor comercial do turismo. Sob essa perspectiva, é fácil concordar com o jornalista George Shawn, que aduziu que “O progresso é impossível sem mudança”, de modo que a população consciente de que as atitudes individuais influenciam, ainda que indiretamente no meio coletivo seja apta a se moldar a nova realidade apresentada. Assim, adaptados a uma nova dinâmica social, os indivíduos conseguem diminuir os impactos negativos e trazer novidades ao ramo turístico voltados para os novos comportamentos adquiridos, para que não mais se postergue ou retorne ao ponto crítico já enfrentado.

Infere-se, portanto, que, ao menos para o Brasil reverter a situação gerada no Turismo pelo novo coronavírus, é fundamental que o Ministério da Saúde aja de acordo com a Organização Mundial de Saúde e invista na adesão popular da vacinação, criando campanhas de conscientização por meio de mídias sociais para os diferentes públicos-alvos, bem como reforçando a fiscalização em pontos turísticos perante aqueles que não cumprirem com o pacto coletivo de saúde pública, impondo multas e outras penalidades aos que não colaborarem e incentivando o turismo local. Ademais, é essencial que a iniciativa privada incentive a vacinação dos turistas, por meio de descontos e promoções para os que aderirem às políticas de segurança impostas, a fim de reduzir o mais rápido possível a propagação e, por conseguinte, reverter o cenário existente hoje.