Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico
Enviada em 19/09/2021
A epidemia da Peste Negra foi um grande problema na europa, haja vista o exorbitante número de mortos pela doença e, consequentemente, a diminuição na oferta da mão de obra. Hoje, a pandemia da Covid-19 também gerou impactos significativos na sociedade, sobretudo no âmbito do mercado turístico. Essa situação é devido ao grande poder de contágio do vírus, gerando medo nas pessoas, e à desigualdade na distribuição das vacinas.
De início, destaca-se que um dos fatores que contribuiu para a estagnação do turísmo no mundo foi a elevada capacidade que o vírus da Covid-19 tem de se propagar e a sua grande taxa de letalidade, o que preocupou os Órgãos Internacionais e os indivíduos. No Brasil, tal fato acarretou um grande impacto nesse setor também, pois vários lugares visitados por turistas foram fechados ou fizeram um controle muito rígido para proteger a população local (a exemplo da ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco), uma vez que o pânico se fez muito presente no cotidiano das pessoas, infelizmente. Essa circunstância afronta uma das Quatro Liberdades de Roosevelt, o direito que todo cidadão tem de viver sem medo, pois, lamentavelmente, é esse o dia a dia das pessoas que estão passando pela pandemia.
Ademais, um outro grande fator que minimizou os retornos do mercado turístico foi a desigualdade na distribuição das vacinas no mundo, já que as grandes potências mundiais puderam investir em pesquisas e em tecnologia de ponta para exercer a vacinação com êxito e os países pobres não, o que é grave. Nessa linha de raciocínio, é possível perceber que caso as vacinas tivessem chegado de maneira homogênea em todos os lugares,as consequências no turismo não seriam tão fortes, uma vez que as pessoas já estariam vacinadas e viajando, sem muitas restrições. Dessa forma, o turismo poderia ter sido preservado dos muitos impactos, desde que os imunizantes fossem racionados igualmente, diminuindo o défict do retorno econômico dos pontos turísticos em relação aos anos em que a realidade era outra, sem um vírus como “vilão”. Com isso, o princípio da isonomia seria respeitado, o qual garante igualdade entre todos, independente das questões de poder aquisitivo.
Por fim, são evidentes as sérias consequências da pademia no mercado turístico. Assim, é dever do Estado, responsável pelo estabilidade da população, minimizar esse sentimento de medo nos cidadãos, por meio de ações com grande poder de alcance e de clareza sobre as medidas eficazes para garantir a proteção de todos, a fim de manter o bem-estar dos indivíduos. Além disso, é dever dos Órgãos Internacionais promover uma igualdade na vacinação, por intermédio de incentivos, a exemplo de reduções de impostos aos países que doarem vacinas a mais, visando à isonomia e à dignidade.