Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico

Enviada em 20/09/2021

De acordo com a Constituição de 1988, é livre a locomoção no território nacional, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar ou sair.Na presente época, percebe-se uma ressalva quanto a garantia desse direito diante da imobilidade imposta por medidas de isolamento social, que afetaram a economia, sobretudo, o mercado turístico.Dessa forma, é válido analisar o aumento no índice de desemprego no setor, bem como o aprofundamento do processo de oligopolização como principais efeitos da pandemia do novo corona vírus no turismo.                                                                                         De ínicio, é nítido que a redução no fluxo de pessoas, motivada por questões sanitárias, corrobora com a limitação do número de empregados no mercado turistíco.Isso porque a geração de receita dos subsetores do turismo, como a hospedagem e o agenciamento de viagens, fica comprometida, tornando dificultoso manter o pagamento da folha salarial, forçando o empregador a realizar demissões em massa.Essa questão pode ser exemplificada segundo dados da ONU, que relatam que uma atenuação na oferta de empregos no setor de mais de 20% associada a uma redução de mais de 30% da receita obtida por meio dessa atividade econômica.                                                                                      Ademais, é notório que a concentração do controle econômico nas mãos de poucos grupos acarreta na diminuição da concorrência e concentração da renda.Tal fato decorre da empresas, que atuam no mercado turístico, com maiores reservas e melhores condições financeiras, em um momento de forte crise econômica, terem a tendência de adquirir parte de suas concorrentes, gerando um fenômeno socialmente indesejável, dada a importância local e regional dos pequenos e médios negócios.Essa problemática pode ser explicada segundo a professora Rita de Cássia Ariza da Cruz, que associa o fenômeno da oligopolização à manutenção das áreas de influência nacional e internacional dos grandes conglomerados empresarias.                                                                                                                           É fundamental, portanto, que a sociedade atue a fim de reverter esse problemas.Assim, cabe ao MInistério da Saúde, como orgão regulador do direito de acesso à saúde, o dever de acelerar o plano nacional de imunização, por meio de uma maior compra de doses e facilitação da produção nacional da vacina, com a finalidade de promover o retorno do fluxo de pessoas em território nacional e a retomada econômica do setor turistíco.Além disso, cabe ao Ministério da Economia, a necessidade de planejar e implementar projetos que visem a revitalização da economia nacional, sobretudo, dos pequenos negócios no turismo, por intermédio de parcerias com a iniciativa privada, com o fito de atenuar os impactos dessa calamidade pública.