Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico
Enviada em 21/09/2021
De acordo com a Constituição Federal Brasileira de 1988, o turismo deveria estar entre as prioridades do Estado de forma a ser investido e incentivado. Todavia, hodiernamente, devido à pandemia do Covid-19, essa garantia de promoção do turismo não está sendo aplicada na prática. Nesse sentido, vê-se que o mercado de viagens foi um grande afetado pelo isolamento social, o que impactou, dessa forma, de maneira drástica, a realidade dos trabalhadores voltados para área e os pequenos negócios das cidades litorâneas.
Nesse contexto, é importante destacar que o Brasil, como um país entre os mais turísticos do mundo, teve uma intensa queda na sua economia em função do bloqueio de viagens para o controle do vírus. Sendo assim, hotéis, pousadas e agências de viagens perderam seu lucro de forma a passarem a promover demissões em massa, cortes de gastos e declarações de falência. Segundo o portal de notícias do G1, por exemplo, houve um aumento de 10% no número de desempregados no país, o que deixa evidente a negligência do Estado em cumprir seu papel na aplicação da lei.
Além disso, cabe-se salientar que em tempos anteriores à pandemia, as cidades litorâneas, em época de alta temporada, eram a concentração da movimentação financeira no país, em destaque, os pequenos negócios sazonais. Nessa perspectiva, como aponta o portal de notícias do G1, houve uma queda de 43% no lucro das microempresas desde o início do isolamento social. Assim, fica claro que os pequenos empresário foram os mais afetados, nesse âmbito, pela crise econômica criada pela crise sanitária, devido ao menor capital para se manter sem os lucros gerados pelas férias, quando em comparação aos grandes empresários.
Depreende-se, portanto, em função dos aspectos abordados que os órgãos públicos não cumpriram seu papel no combate à quebra do mercado de viagens. Para a recuperação da economia voltada para o turismo, urge que o Ministério do Turismo junto ao Ministério da Economia concedam créditos à pequenas empresas, por meio de acordos pós-pandemia, com a finalidade de que esses empresários consigam se manter durante a crise, além de que eles gerem mais empregos com a criação de obras públicas em favor do amparo a essa porcentagem da população que ficou desempregada. Somente assim, será possível viver o país sonhado com a promulgação da Constituição.