Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico

Enviada em 21/09/2021

Em pleno início do século 21, a pandemia do COVID-19 assolou o mundo e afetou diversas esferas econômicas, desde os setores de serviços até ao lazer dos cidadãos. No momento da sociedade atual, observa-se que os impactos gerados pela situação pandêmica reverberaram no mercado turístico, esse que gera entretenimento e valiosos insumos econômicos para a nação. A partir desse prisma, é válido analisar o decrescimento do faturamento econômico nacional, devido à crise que afetou o turismo, e os efeitos sofridos pelos indivíduos que utilizavam essa atividade como fonte de renda.

A priori, segundo o Ministério do Turismo, a atividade turística sofreu uma redução de 59% em seu faturamento devido à pandemia do COVID-19. Diante desse panorama, observa-se que a diminuição dessa prática contribuiu para a desaceleração econômica sofrida pelo país nos anos pandêmicos. Isso porque, foi afetada, diretamente, a produção de bens e serviços, bem como o desenvolvimento de negócios e das regiões que eram significativamente procuradas para os passeios pelos turistas. À exemplo, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mais de 207, 85 bilhões de reais não foram faturados entre março e setembro de 2020, ano pandêmico. Então, esse estudo apenas ratifica o déficit sofrido pela economia do país em um curto período de tempo.

Ressalta-se, ainda, que os cidadãos que utilizavam a atividade turística como fonte de renda foram severamente afetados. De acordo com a CNC, a crise gerada pelo corona vírus originou mais de 480 mil demissões no setor do turismo. Diante disso, vê-se que cidadãos, que tiravam seu sustento do oferecimento de lazer com viagens e visitas, foram diretamente prejudicados e obrigados a encontrar outros meios de sobreviver, bem como muitas micro e médias empresas do ramo declararam falência. Assim, foi preciso que a intervenção do Estado, que providenciou um auxílio aos afetados, pois é previsto constitucionalmente que é dever do governo a manutenção dos direitos básicos do indivíduo, como o trabalho com condições justas e favoráveis.

Nota-se, portanto, que é preciso combater a crise no setor turístico. Para tanto, faz-se necessário, que o Governo Federal, em conjunto com as secretarias de turismo estadual promova incentivos às microempresas e microempreendedores, por intermédio da disseminação do programa governamental, já existente, “Incentiva+MS Turismo”, nos horários nobres das mídias sociais, o qual consiste no auxílio emergencial semestral aos que precisam, com a finalidade de promover a continuação dessa atividade no país. Dessa maneira, então, haverá, novamente, uma contribuição do setor para a economia mundial e os que dependem dessa atividade não sofrerão com a continuidade da crise pandêmica.