Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico
Enviada em 24/09/2021
A pandemia da COVID-19 trouxe consigo consequências desastrosas para a vida individual e coletiva da sociedade. Tratando-se do turismo, é possível observar os impactos negativos no aumento do desemprego e na desestruturação, principalmente, das pequenas empresas.
Primordialmente, é de suma importância salientar que a atividade turística apresenta um caráter não essencial, que, naturalmente, em um contexto de crise, itens não essenciais são os primeiros a serem poldados. Entretanto, desconsidera-se nessa lógica que a atrofia desse setor atinge diretamente vidas humanas que encontram no turismo uma fonte de renda. Com o advento dos decretos restritivos de aglomeração, tornou-se inviável a desenvoltura da atividade turística, visto que, majoritariamente, essa ocorre de forma presencial, em grupos e em locais de livre circulação. Com a redução na arrecadação, é de se esperar uma redução nos gastos, sendo a fonte de emprego um dos itens reduzidos. Prova disso, é que segundo a Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em seis meses de pandemia, ocorreu a eliminação de 500 mil postos de empregos formais.
Ademais, o impacto da COVID-19 reflete de forma ainda mais exarcebada nas empresas de pequeno porte, visto que essas não possuem uma reserva para sustentação no caso de situações inesperadas, ou mesmo dispoem de flexibilidade para adaptar-se ao que a “nova realidade” exige, tal como a compra de novos insumos em larga escala ou mesmo uma alteração no modo de produzir, por exemplo. É possível observar um reflexo do que foi exposto nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta que 60% das pequenas empresas de turismo no Brasil relaTAram impactos negativos no orçamento no ano de 2020.
Portanto, em análise ao supracitado é fundamental uma intervenção que pode ter como agente o próprio poder público, por meio do Ministério do Turismo, fomentando o “turismo doméstico”, tão logo seja possível e seguro, ou seja, tornando mais atraente para o consumidor visitar locais no próprio estado de origem, ofertando desconto no pagamento de impostos, evitando, principalmente, sair do país, aumentando, assim, a arrecadação turística local, objetivando reduzir o déficit ocasionado pela pandemia.