Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico
Enviada em 06/10/2021
O jornalista Gilberto Dimenstein, ao produzir a obra “Cidadão de Papel”, afirmou que a consolidação de uma sociedade democrática exige a garantia dos direitos fundamentais de um povo. No entanto, ao observar os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico, que são recorrentes na vida dos cidadãos, constata-se que esse benefício não tem sido pragmaticamente assegurado na prática. Com efeito, é necessário enunciar o aspecto sociocultural e a insuficiência legislativa como pilares essenciais da chaga.
Em primeira análise, torna-se evidente a influência do fator social. Sob tal perspectiva, é oportuno assinalar que, conforme o pensador Émile Durkheim, a sociedade deve ser analisada de maneira crítica e distanciada do senso comum. Nesse sentido, a proposta do sociólogo pode ser aplicada quando se observa que, pela impossibilidade de cruzar fronteiras internacionais, o turismo no Brasil passa por desgaste financeiro, haja vista a pouca ênfase dada pelas grandes mídias sobre a temática. Consequentemente, os trabalhadores do meio turístico são prejudicados e o viés se agrava. Nesse cenário, faz-se necessária uma mudança de postura das redes midiáticas.
Ademais, é cabível pontuar que a ineficácia das leis corrobora a persistência do impasse. A esse respeito, o filósofo grego Aristóteles afirmou que o objetivo da política é promover a vida digna aos cidadãos. Nessa lógica, a conjuntura vigente contrasta o ideal aristotélico, posto que os reflexos e as causas dos obstáculos no turismo no Estado brasileiro podem ser fruto da falta de políticas públicas e descumprimento da legislatura, a qual garante o direito à vida a todos. Por conseguinte, os habitantes brasileiros têm seus privilégios violados. Diante dos fatos apresentados, é imprescindível uma ação do governo para mudar sua realidade.
Portanto, o debate acerca dos reflexos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico brasileiro é imprescindível para assegurar um nível de qualidade de vida satisfatório. Destarte, é imperativo que o Ministério dos Direitos Humanos - órgão máximo regulador dos direitos no País - agregue planos de desenvolvimento do turismo interno e seguro às empresas do ramo, por meio de apoio financeiro, para que os empresários entrem em contato com a problemática, de modo a garantir a segurança da população referenciada. Além disso, urge que a mídia conceda espaço para a propagação do assunto, com o objetivo de conscientizar seus consumidores. Feito isso, a sociedade brasileira deixará de ser uma comunidade de papel, como enfatizou Dimenstein.