Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico
Enviada em 24/10/2021
A carta magna brasileira, também chamada de Constituição cidadã, promulgada em 1988, prevê em seu artigo 6° o direito ao trabalho e assistência aos desamparados, sem distinção de qualquer natureza e inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal prerrogativa não tem se refletido com ênfase na prática quando se observa os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante disso, a ausência de medidas governamentais e a má influência midiática são as causas principais que têm auxiliado na manutenção da problemática supracitada.
Nesse cenário, deve-se ressaltar a escassez de medidas governamentais para o combate ao impacto negativo nos setores dependentes do turismo. Nesse sentido, o filósofo alemão Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo, de modo que justifica uma das causas do problema, pois diversos meios de subsistência estão sendo prejudicados e ameaçados pela falta de turistas, como hoteis, agências de viagens e pequenos comércios locais, visto que, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, os setores de iniciativas culturais e economica criativas foram os mais afetados da pandemia.
Concomitante a isso, a mídia — meios de comunicação em massa — atua como direcionador de pensamento de grande parte da população. Acerca disso, segundo o pensador fracês contemporâneo Pierre Bordieu: " Aquilo que foi criado para se tornar instrumento de democracia direta não pode ser convertida em mecanismo de opressão simbólica". Então, observa-se que o papel exercido pela mídia através da carência ao fomento e divulgação de práticas seguras e conscientes a respeito dos espaços públicos e comerciais, reflete essa disfunção. Logo, nota-se setores econômicos entrando em colapso e fechando as portas devido à falta de faturamento e perspectivas de crescimento. Dessa forma, essa realidade contribui para a elevação dos índices de pobreza e carestia social.
Depreende-se, portanto, a necessidade de conter o avanço dessa problemática. Em vista disso, é papel da Secretaria Especial de Comunicação Social, por meio da liberação de verbas destinadas às ações sociais e com o apoio de agências de turismo, desenvolver atuações que revertam a má influência midiática, como a confecção, divulgação e distribuição de cartilhas informativas a respeito dos locais onde a vacinação já está avançada e os respectivos cuidados de prevenção ao Covid-19, com a finalidade de estimular de forma segura o turismo em todo território nacional e diminuindo os índices de pobreza e carência social. Talvez, assim, os mecanismos utilizados para opressão simbólica sejam direcionados e convertidos em instrumentos democráticos como proposto por Pierre Bordieu.