Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico

Enviada em 05/11/2021

A Constituição Federal promulgada em 1988, pela Assembleia Constituinte, afirma que o turismo é um fator de desenvolvimento social e econômico do País. Entretanto, com o início da pandemia da Covid-19, esse setor sofreu inúmeras restrições sanitárias que impactaram o globo terrestre. Dessa forma, a falência de empresas e o crescimento de trabalhos informais explicam bem essa questão.

Diante desse cenário, cabe pontuar como a quebra de instituições empregatícias é um fator preponderante nessa crise. Nesse sentido, a pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que cerca de 50 mil estabelecimentos turísticos tiveram de fechar as portas de março a agosto. Sob essa lógica, é notório que devido a quarentena inúmeras pessoas deixaram de procurar empresas de viagem, por exemplo, e, dessa forma, as companhias não conseguem ter condições para manter os funcionários e outros tipos de gastos e precisam declarar falência. Logo, é inadmissível que este impasse perdure, visto que existem leis nacionais que podem reduzir esta adversidade.

Outrossim, outra causa para a configuração do óbice é o aumento de labores informais. Nessa perspectiva, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de desempregados totalizou 14,8, milhões de pessoas, em abril de 2021. Nesse viés, pode-se afirmar que devido à ausência de recursos das empresas, como as voltadas para o âmbito turístico, inúmeros trabalhadores são demitidos e precisam procurar outras formas de manter garantir a sobrevivência. Por esse lado, de acordo com IBGE o trabalho informal no Brasil sobe para 40% ao final de maio de 2021, o que demonstra uma tentativa de adaptação ao momento pandêmico. Portanto, apesar da evolução vacinal, infelizmente, ainda existem setores que estão sendo afetados pela pandemia.

Destarte, entende-se a necessidade de propor ações capazes de mitigar esses impactos no mercado turístico. Para tanto, o Estado, o qual possui a função de garantir o bem-estar de todos, juntamente com o Ministério do Turismo, deve criar políticas públicas eficazes para combater este problema, por meio do direcionamento de verbas para promover um fundo de garantia para empresas e trabalhadores que foram prejudicados com o advento da Covid-19, com o objetivo de reduzir a quantidade de falências e de desempregados, e, desse modo, garantir uma vida mais digna a todos. Somente assim, o que está preceituado na Constituição será cumprido.