Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico
Enviada em 08/11/2021
Com as altas taxas de infecções e mortes ocasionadas pelo novo coronavírus no mundo, inúmeros países viram-se obrigados a bloquearem suas fronteiras, por tempo indeterminado, a fim de respeitar as medidas restritivas impostas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse contexto, como o distanciamento social ao eludir aglomerações fora fundamental no cumprimento de tais normas sanitárias, o mercado turístico foi diretamente afetado pelos impactos pandêmicos da Covid-19. Logo, conclui-se que o prejudicial efeito ocorrido, principalmente em países emergentes como o Brasil, seja fruto não só do desigual e tardio plano de vacinação, mas também da carência de investimentos no setor cultural do país, cujo governo federal não dê as devidas assistências.
Nesse caso, especialmente, com mais de um ano de permanência da pandemia no cenário brasileiro, nota-se a extrema dependência que o turismo possui a respeito do sistema de vacinação. Assim, de acordo com a Organização Mundial do Turismo, com o gradual avanço da imunização contra esse novo vírus atuante, empresas e agências conseguem retornar com um melhor desempenho das atividades turísticas. Entretanto, com a discrepante lentidão do ritmo de brasileiros vacinados, devido à insuficiência de verbas públicas do Ministério da Saúde, o Brasil irá realizar a recuperação do comércio e turismo após o ano de 2023, conforme relatório oficial da ONU.
Consequentemente, outra ação que dificulta o processo do país para abranger grande quantidade de visitantes após a flexibilização das medidas restritivas, é a falta de incentivos na cultura originária dele. Visto que, países que de fato investem no setor cultural a fim de manter viva as tradições de seu povo tendem a possuir maior público-alvo quando se trata de turistas, especialmente sociólogos e pesquisadores literários, segundo dados da universidade norte-americana de Yale. Ademais, com as populares festividades culturais negligenciadas pelo Ministério da Cultura, pequenos comerciantes que sobreviviam às custas do turismo regional tendem a perder seus principais meios de subsistência, aumentando a desigualdade social no Brasil.
Em suma, a fim de que as problemáticas referentes ao sistema de vacinação e ao descaso governamental relativo à negligência do setor cultural brasileiro sejam solucionadas são necessárias medidas governamentais rígidas. Como a atuação eficiente dos ministros da saúde e da cultura, por exemplo, cujas funções são, respectivamente, o avanço da aplicação em massa das vacinas e da cobrança fiscalizada da carteirinha de vacinação nos locais e do maior incentivo e disponibilização de verbas para que haja maior visibilidade e resgate da cultura nacional. Portanto, esses atos são fundamentais para proteção do turismo e, consequentemente, da economia brasileira.