Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico
Enviada em 08/11/2021
Em 1988, representantes do povo, reunidos em Assembleia Constituinte estabeleceram o desenvolvimento econômico como um fundamento básico e indispensável ao avanço social do país. Todavia, os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico mostram que o Estado, embora órgão de maior hierarquia, ainda apresenta fragilidades para a manutenção do direito constitucional. Com efeito, diante do novo Coronavírus há de se repensar a ineficácia da ação estatal públicas, bem como a diminuição de vendas do setor turístico.
Nesse sentido, o pai do liberalismo político, John Locke, desenvolveu o conceito conhecido como Contrato Social, segundo o qual os cidadãos devem confiar nas autoridades públicas, que, em contrapartida, devem garantir direitos básicos, dos quais a adequação de renda é um dos principais. Ora, durante a pandemia da COVID-19, o Poder Público brasileiro, ao contrário do ideal de Locke, tem sido incapaz de garantir a manutenção econômica de setores turísticos durante o de reclusa social.
Ademais, a experiência caótica com o novo coronavírus favoreceu a queda do mercado de viagens. Nesse sentido, o Brasil presenciou, no começo de 2021, a redução de mais da metade do faturamento anual do turismo brasileiro, segundo a Revista Dados e Informações do Turismo. A esse respeito, fica nítida a diminuição do turismo em virtude do isolamento social gerado pela pandemia. Assim, enquanto a nação verde-amarela não perceber a relevância da pandemia para a situação global econômica, estará vulnerável a novas infecções políticas.
Urge, portanto, que a sociedade brasileira, de fato, aprenda com a pandemia. Nesse sentido, o Poder Legislativo junto ao Ministério do Turismo precisam solucionar a crise do mundial que afeta o atual setor turístico do Brasil, por meio de investimentos em campanhas de divulgação, como a garantia de benefícios — a exemplo da redução de taxas —, a fim de garantir que o combate às dificuldades enfrentadas seja eficaz. Os cidadãos, por sua vez, devem praticar o autocuidado, por intermédio de ações simples, como o respeito à quarentena, bem como a constante higiene das mãos. Essa iniciativa básica poderá evitar o colapso de saúde pública e contribuir para que, em breve, o impacto da pandemia da COVID-19, na economia do turismo permaneça apenas na história.