Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico

Enviada em 11/11/2021

O turismo compreende o deslocamento temporário de um indivíduo em busca de satisfazer seus interesses pessoais, cujos objetivos geralmente estão ligados às práticas de lazer e enriquecimento cultural. No entanto, apesar de ser um importante instrumento de assimilação entre diferentes povos, essa atividade encontrou inúmeros entraves ao deparar-se com as circunstâncias da pandemia de coronavírus, que impôs, em muitos países, a necessidade de distanciamento social e uma grave recessão econômica. De tal maneira que esses elementos também afetaram o setor turístico, enfraquecendo-o.

Em primeiro plano, o distanciamento social e a recessão econômica figuram como principais causas do problema apresentado, pois a iminência de contaminação da COVID-19 restringiu o deslocamento para viagens. Não só esse fator impactou negativamente, como também a recessão econômica, que impossibilitou muitas famílias de arcar com despesas não essenciais, como é o caso da atividade turística. De acordo com um levantamamento feito pelo Instituto de Economia da Fundação Getúlio Vargas, 53,5% das famílias brasileiras tiveram seus trabalhos afetados pela pandemia. Desse percentual, cerca de 25% tiveram redução salarial, 15% , contratos suspensos, e 13,5% sofreram demissão. Ou seja, o resultado desse impacto encontra-se refletido na rotina da população, que agora possui como foco os gastos com a própria sobrevivência.

Além disso, é evidente que o turismo sofreu um expressivo enfraquecimento como principal consequência da pandemia. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , o índice de  atividades turísticas despencou 36,7% em 2020. Por isso, é considerada alarmante a situação do setor mencionado, cuja atuação é indispensável para o país e necessita de medidas emergenciais.

Nesse sentido, o Ministério do Turismo, em parceria com o Ministério da Saúde, deveria criar um programa denominado " Saúde com lazer “, por meio do qual seriam concedidos, aos indivíduos que estivessem integralmente vacinados contra a COVID-19,  o desconto de 60% em reservas e diárias de hotéis pelo Brasil, objetivando, assim, estimular o setor prejudicado, além de promover intensa cobertura vacinal dos brasileiros, acrescida da oportunidade de hospedagem com preço significativamente reduzido. Ademais, o benefício só poderia ser desfrutado após o intervalo de 15 dias da segunda dose da vacina, pois é o período apontado pelos especialistas como suficiente para a produção de anticorpos. Dessa forma, o Brasil caminhará para um futuro repleto de proteção, prosperidade e entretenimento.