Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico

Enviada em 16/11/2021

O quadro expressionista do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, percebe-se que, na conjuntura brasileira contemporânea os impactos provocados pela pandemia da Covid-19 no mercado turístico tem ocasionado um semblante instável e caótico, uma vez que a ineficiência estatal e a má administração privada corroboram para um cenário semelhante ao ilustrado pelo artista. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés.

Em primeira análise, cabe salientar que a ineficácia do estado em promover campanhas de vacinação eficientes é um pilar fulcral no restabelecimento turístico brasileiro. Posto isso, é válido mencionar as ideias do pensador John Locke, O intitulado “contrato social“, em que o estado é o regente dos homens, e tem por obrigatoriedade proporcionar a saúde, o lazer e o bem-estar social. Contudo, é evidente que isso não ocorra no mundo hodierno, pois o processo de vacinação caminha de forma lenta e vagarosa, graças à baixa quantia de vacinas disponíveis e a indigência educacional em promover a importância da vacinação para os cidadãos. Nesse sentido, o contrato proposto pelo filósofo inglês ainda está longe de alcançar a modernidade.

Ademais, o setor privado tem um papel importantíssimo na reversão paulatina do quadro turístico em crise. Sobre tal perspectiva, é oportuno assinalar que, conforme o pensador Émile Durkheim, a sociedade deve ser analisada de maneira crítica e distanciada do senso comum. Destarte a isso, empresas de viagem, hospedagem e afins encontra-se em colapso, uma vez que a pandemia estigmatizo esse setor, ocasionando a perda econômica de mais de 60% do turismo internacional no Brasil, segundo o jornal UOL. Nesse conjunto, observa-se que a análise proposta pelo sociólogo francês faz-se necessária para impedir a perpetuação da problemática.

Infere-se, portanto, que medidas precisam ser implantadas para sanar a mixórdia atual. Logo, cabe ao Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação proporcionar o maior arsenal imunizante ao vírus da Covid-19, com campanhas midiáticas nos meios de telecomunicação como a televisão e a internet sobre a importância da vacina para a retomada da vicissitude. Adjunto a isso, o setor privado deve proporcionar campanhas para venda de passagens, hospedagens e pacotes com baixos preços a meses de antecedência, viabilizando a estabilidade atual e o retorno turístico após a vacinação, no longo prazo. Espera-se assim, que os problemas ilustrados Munch delimitem-se apenas ao plano artístico.