Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico
Enviada em 03/10/2022
O quadro “O Triunfo da morte”, do pintor europeu Pieter Bruegel, retrata o impacto das pandemias na Europa feudal, tendo cidades devastadas por causa da peste negra. Assim, é lamentável perceber a semelhança existente na realidade brasileira com o campo das artes plásticas, devido aos impactos da pandemia da Covid-19 no turísmo. Faz-se, então, necessário rever os alicerces sustentadores da problemática citada, como a dependência económica nesta área e o desemprego.
Nesse sentido, é imperioso notar que a dependência de algumas regiões do país no turismo intensifica os impactos causados pela pandemia da Covid-19. Sob esse prisma, durante a Era Vargas, houve a venda no exterior de uma imagem idealizada de um Brasil turístico, fazendo regiões do país pautarem sua economia majoritariamente nessa área. Nessa perspectiva, é absurdo a carência de diversidade econômica em certas regiões da nação, pois propicia o surgimento de crises socioeconômicas nesses locais quando o fluxo de viajantes diminui, como na pandemia, resultando na falência do comércio e a alta taxa de desemprego.
Outrossim, é notável que o desemprego é um dos impactos da pandemia no turismo. Nesse panorama, segundo a Organização Mundial do Turismo, durante o período pandêmico de 2020 a 2021 pode gerar prejuízos acima de 4 bilhões de dólares á economia mundial. Nesse viés, é lamentável o processo degradativo desse mercado, visto que a diminuição do fluxo de turistas levou tanto o setor hoteleiro quanto o de eventos a fecharem suas portas, causando a demissão em massa de funcionários. Dessa forma, urge a necessidade de reverter a realidade vigente, na qual o setor citado esta entrando em um grave retrocesso econômico.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de reverter os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado turístico. Para tanto, o Ministério do Turismo em parceria com o Ministério da Economia devem minimizar os prejuízos desse setor, por meio de um projeto de incentivo a viagens, reduzindo os impostos sobre os serviços turísticos, com o intuito de aumentar o caixa dessas empresas e diminuir as demissões. Ademais, os Governadores devem diversificar a matriz econômica de seus estados, através do investimento em infraestrutura, com o objetivo de desenvolver a indústria e o agronegócio.