Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 13/09/2025
O escritor brasileiro Gilberto Dimenstein disserta que a tecnologia é um instrumento, não uma solução. Essa conjuntura pode ser facilmente aplicada ao Brasil atual, dado que o uso da inteligência artificial se tornou um impasse por conta da dependência que vem causando na sociedade automoção quando aplicada na tomada de decisões. Isto ocorre, também, pela falta de um suporte eficiente do governo, o que intensifica a desigualdade ao invés de promover equidade.
De inicio há de se constatar a débil ação do Poder Público em relação a falta de uma regulamentação adequada que evitem riscos para o desenvolvimento social, como o monitoramento do “chat gpt” que costuma discutir sobre qualquer assunto até mesmo pessoais. De acordo com o site g1, a busca por esta ferramenta dotada de algoritmo tem se intensificado, principalmente quando é usada como “psicologo virtual”, onde a pessoa fala seu problema e o chat responde com a “solução” relacionada ao assunto. Dessa forma é essencial que o governo quebre este ciclo vicioso que tanto agrava a vida social, como riscos de exclusão, vigilância que tanto agrava a vida social, como riscos de exclusão e a perda do controle humano sobre decisões fundamentais.
Ademais, nota-se a grande piora em informações falsas, com o uso da IA, que tem o poder de criar fotos e videos realistas, distinto dos mecanismos de buscas tradicionais. O filósofo Zygmunt Bauman retrata a sociedade como fluida por sua constante mutação das relações sociais. As autoridades, no entanto, vão de encontro com a ideia do pensador polonês devido que ao invés de trazer beneficios para as relações sociais, a era digital as tornou fluidas.
Portanto, são essenciais medidas para a reversão do risco da perda da autonomia ética e moral gerada pela inteligência artificial. Primeiramente, cabe ao Poder Executivo por meio do Ministerio da Ciencia e Tecnologia criem alertas que proibam o uso de informações pessoais e forneçam um tratamento eficaz para pessoas que procuram por ajuda. Constituindo, portanto, uma sociedade com medidas consistentes, o oposto do que defende Bauman.