Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 03/11/2025
Durante a expansão do mercantilismo e o início do capitalismo, o fluxo de avanços tecnológicos se tornou mais intenso. Entretanto, foi com a chegada do século XXI que as consequências de um ritmo exacerbado de informações começaram a ser debatidas. Sob esse viés, podem-se destacar dois aspectos importantes: o decaimento cognitivo da população e o avanço tecnológico em detrimento dos trabalhadores.
Em primeiro lugar, é importante destacar o decaimento cognitivo da população devido ao uso constante da tecnologia. Pois, com a compactação dos aparelhos eletrônicos o acesso tornou-se mais fácil em qualquer período do dia, e com a implementação da inteligência artificial acoplada nesses itens, até mesmo pensar se transformou em algo terceirizado. De acordo com uma pesquisa feita pela Columbia University, alunos que utilizavam IA em seus estudos apresentaram uma queda de rendimento ao precisarem fazer uma redação sem o auxílio de inteligência artificial. Logo, é nítido que a introdução dessa tecnologia expõem um impasse acerca de seu uso.
Em segundo lugar, é notório que os avanços tecnológicos ocorrem em detrimento dos trabalhadores. Visto que, no sistema capitalista, o lucro é priorizado acima de tudo e, consequentemente, acentua a exploração da classe trabalhadora. Entretanto, com a criação da inteligência artificial esse fenômeno social se tornou mais visível, ao expor os cidadãos a uma situação que coloca seus empregos em risco — como é o caso de arquitetos, designers e etc — ou precarização. Conforme o pensamento marxista, o capitalismo necessita da exploração das classes mais baixas para a sua renovação. Portanto, enquanto nada é feito esses desafios se perpetuaram.
Assim, é preciso que medidas exequíveis sejam tomadas. Para isso, é necessário que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo Federal, será convertido em políticas públicas voltadas para conscientização da população, por meio de campanhas de incentivo à valorização da mão de obra nacional, a fim de aumentar a oferta de emprego, e apresentar os malefícios do uso constante de tecnologias, para amenizar o decaimento cognitivo.