Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 04/11/2025

Com o avanço acelerado da tecnologia, a Inteligência Artificial (IA) deixou de ser apenas uma ferramenta de automação para se tornar um agente de transformação social. No entanto, como alertou o filósofo Hans Jonas, “o poder da técnica exige uma ética da responsabilidade”Logo , o uso da IA levanta dilemas éticos e morais relacionados à privacidade, à manipulação de dados e à substituição do trabalho humano. Assim, é necessario analisar coma falta de regulamentação afeta esse cenario, assim como o uso indiscriminado.

Sob essa perspectiva, observa-se que a ausência de regulamentações claras intensifica os riscos associados ao uso da IA. Nessa conjutura, Plataformas digitais, por exemplo, utilizam algoritmos capazes de prever comportamentos e influenciar decisões de advogados, o que pode violar direitos individuais e perpetuar desigualdades. Como destaca aa filosofa Hannah Arendt, “é perigoso que o homem se torne incapaz de pensar e julgar” — e isso se evidencia quando a sociedade delega decisões morais a sistemas automatizados sem questionar seus impacto. Diante disso, é inaceiavel que tal tal cenario se permetue na atualidade.

Outrossim, o uso indiscriminado da Inteligência Artificial no mercado de trabalho gera desemprego estrutural e reforça a exclusão social. Diante disso, Profissões antes humanas são substituídas por máquinas, e muitas pessoas não têm acesso à qualificação necessária para acompanhar essa transformação. Nesse contexto, como advertiu o filósofo Karl Marx, “as máquinas não libertam o trabalhador, mas o submetem a novas formas de dominação”, o que evidencia que o avanço tecnológico, quando não guiado por princípios éticos, pode ampliar as desigualdades e enfraquecer o senso de humanidade e empatia nas relações sociais.

Portanto, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com universidades ferderais e particulares , criar leis que assegurem o uso ético da Inteligência Artificial e a proteção dos dados pessoais, como também,investir em educação digital e ética tecnológica, para orientar a população sobre os impactos da automação, a fim de conscientizar a coletividade e construir uma sociedade mais justa e responsável.