Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 02/10/2020

Em seu livro “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, Douglas Adams apresenta um supercomputador capaz de saber a resposta “da vida, do universo e tudo mais”. Apesar de se tratar de ficção-científica, a Inteligência Artificial (ou I.A.) é, no século XXI, desenvolvida e atualizada para alcançar os mais altos níveis da existência humana – se usada com cautela. Contudo, esse potencial gera impasses éticos e morais, uma vez que interfere na vida de toda a população global. Portanto, é necessário ser discutida sua forma de uso.

A princípio, segundo Stephen Hawking, a humanidade será responsável pela própria ruína. Dessa forma, entende-se os perigos do mau uso de tecnologias altamente avançadas, uma vez que impactam a sociedade. Sob essa perspectiva, clássicos do cinema e da literatura escolheram retratar a Inteligência Artificial ligada a cenários distópicos e autodestrutivos, desafiadora da ética e da moral, por ser uma criação diferente de qualquer outra desenvolvida e haver desconhecimento sobre as consequências desse novo território sendo explorado. Assim, é importante que a população esteja sempre em alerta e bem informada, para acompanhar avanços que impactam sua vida.

Além disso, Hans Jonas afirma que é papel da geração atual prezar pela segurança das gerações futuras. Nesse sentido, pesquisas e avanços tecnológicos sob má orientação, que desrespeitam a seguridade da população, ameaçam a humanidade, uma vez que se opõem ao Princípio da Responsabilidade, criado pelo filósofo alemão. Logo, é importante que haja parâmetros e protocolos de prevenção contra o uso imprudente dessas novas tecnologias, já que instituições de tecnologia constantemente aprimoram e evoluem o funcionamento dessas máquinas – segundo pesquisa da Universidade de Oxford, há 50% de chance de surgir, até 2050, uma I.A. capaz de assumir a maior parte das profissões humanas.

Portanto, é dever das empresas de segurança cibernética garantir o uso responsável da Inteligência Artificial, de maneira que previna contra danos irreparáveis, por meio da especialização e capacitação  – como orientações e atualizações sobre os avanços tecnológicos das empresas mundiais, os protocolos e regras a serem seguidos etc. – de seus profissionais da I.A., a fim de proteger a sociedade. Ademais, cabe à população se manter informada, por meio de fonte confiáveis, como artigos em revistas de divulgação científica, para entender e participar da nova dinâmica global. Com isso, será possível prevenir-se dos danos causados pelos impasses éticos e morais do uso dessa superinteligência.