Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 04/10/2020

Machado de Assis em sua fase realista, despiu a sociedade e teceu críticas sobre os comportamentos egoístas que caracterizam essa nação. Não longe da literatura a realidade do cotidiano contemporâneo traz contrastes semelhantes no que tange a questão dos impactos éticos e morais do uso da Inteligência artificial, seja pela lenta mudança na mentalidade social, seja pelo imediatismo do ser humano em questões da evolução.

Sob esse viés, pode-se apontar a vagarosa mudança no pensamento social, como um dos fatores que corroboram para essa problemática, pois, desde muito cedo as crianças são expostas à  inteligência Artificial, seja por meio de jogos intitulados como educativos, ou até mesmo por redes sociais. O fato é que essa exposição gera uma dependência tecnológica, e afetiva nos indivíduos, e como qualquer hábito molda formas de pensamentos e costumes fazendo com que objetos acabem sendo mais próximos e valiosos para o ser humano que o próprio ser humano, como disse o físico Albert Einstein, tornou-se aparentemente óbvio que a tecnologia excedeu a humanidade.

Além disso, convém ressaltar o imediatismo da população como outro revés, porque Segundo o filósofo Mark Kennedy, todas as maiores invenções tecnológicas criadas pelo homem, avião, computador, automóvel, entre outros, dizem pouco sobre sua inteligência, porém muito sobre sua preguiça. Eticamente é visível que mesmo com tanto desenvolvimento ainda hajam problemas morais, pois o ser humano cria a maquina conforme suas vontades e ideais, escancarando muitas vezes o privilégio de uns e os obstáculos enfrentado por outros.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário, para que isso ocorra é necessário que o Ministério da Educação em parceria com o Governo Federal, desenvolvam palestras para alunos do ensino fundamental e médio, por meio de projetos de lei,  com o intuito de moldar um pensamento crítico sobre os dilemas que os cercam já no inicio da aprendizagem, mas ainda, essas palestras devem ser webconferenciadas nas redes sociais dos Ministérios, e divulgadas por meio de “hashtags”, para assim alcançar um maior público e diminuir a alienação coletiva, incentivando a interação social física. Só assim poderá se tentar refutar a ideia de Albert Einstein, provando que o ser humano que prevalece a máquina.