Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 03/10/2020
Historicamente, diversos filmes, como Robocop, retrataram a evolução das maquinas, a integração da biorobótica e o aperfeiçoamento da inteligência humana aliada a um super computador. Embora isso seja uma mera ficção, a Inteligência Artificial (IA) já se tornou realidade e se encontra presente na vida de grande parte da população mundial. No entanto, com isso surgem questionamentos dos limites das aplicações da IA, sendo que sua capacidade de aprimoramento pode trazer diversos riscos em um mundo hiperconectado. Diante disso, torna-se clara a necessidade da criação de limites e legislações quanto ao uso dessa ferramenta.
A priori, a Inteligência Artificial vem sendo utilizada em larga escala por empresas de tecnologia no mundo todo. Segundo uma reportagem publicada no portal G1, mais de 87% dos sites hospedados em servidores brasileiros, utilizam a IA como ferramenta para captação de dados e também sondagem dos perfis de consumidores. Contudo, isso torna-se preocupante na medida em que a privacidade dos usuários é colocada em risco, quando seus dados e informações são captados e compartilhados entre plataformas. Isso evidencia a necessidade da criação de leis que imponham limites a essas práticas ilegais.
Outrossim, a Inteligência Artificial usada e desenvolvida sem parâmetros de cibersegurança, pode trazer graves riscos ao mundo hiperconectado. Isso pode ser exemplificado com o episódio em que a plataforma do Facebook teve que desligar sua IA no ano de 2019, devido aos seus chatbots estarem se comunicando com uma linguagem que eles mesmo haviam desenvolvido, impossibilitando seu controle e supervisão de um humano, obrigando a equipe de tecnologia a desliga-la posteriormente. Tal fato deixa clara a necessidade do controle da criação e aperfeiçoamento dessa ferramenta, visto que sua autonomia pode comprometer os dados e informações mundiais.
Portanto, fica clara a necessidade do combate a essa problemática social. Para isso, o Poder Legislativo em conjunto com o Ministério de Ciência e Tecnologia, devem desenvolver uma legislação que coloque limites ao uso da Inteligência Artificial no Brasil, proibindo a captação de dados pessoais e o compartilhamento sem a devida autorização do usuário, estipulando multas e sanções para as plataformas que insistirem em praticar tais atos. Somado a isso, as empresas de tecnologia precisam criar parâmetros de cibersegurança a serem seguidos por qualquer empresa que deseja integrar a IA no seu sistema e aprimora-la, criando bloqueios que neutralize essa IA em momentos que a mesma venha a desenvolver linguagens próprias ou tente controlar qualquer dispositivo, ou informação fora do seu alcance pré definido. Somente assim será possível reverter esse quadro preocupante.