Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 05/10/2020

A obra de ficção científica “Detroit Became Human” conta a história de um futurista no qual robôs ocupam vários campos de trabalho, consequentemente, causando demissões e a miséria entre a população. Analogamente, percebe-se que a realidade brasileira não se difere da retratada na obra, haja vista que, ao mesmo tempo que a Inteligência Artificial se populariza questões levantadas por especialistas sobre a ética e a moral no ambiente profissional aumentam na mesma proporção. Nesse sentido, cabe-se avaliar a omissão do Estado em relação ao desamparo e o despreparo da população ao crescimento da IA.

Primeiramente, vale ressaltar que o Estado brasileiro se mostra omisso ao não oferecer apoio para que a população não se sinta desamparada com o avanço da Inteligência Artificial no ambiente profissional. Com isso, ferindo o Contrato Social, proposto por Thomas Hobbes, o qual afirma ser dever do Estado manter ordem social e os direitos dos cidadãos. Dessa maneira, vê-se a necessidade de um maior apoio por parte dos governantes para que a população esteja pronta para as mudanças causadas pela Inteligência.

Outrossim, alguns países, diferentemente do Brasil, buscam pela segurança e estabilidade profissional de suas populações. A fim de se exemplificar, pode-se citar a Finlândia, país nórdico, que investe na educação tecnológica de sua população, tendo como objetivo objetivo que esta possa ter outras opções de trabalho e evite o desamparo gerado pelo avanço da IA. Assim, percebe-se que a falta de um programa como esse faz com que os brasileiros continuem fadados a perda de seus empregos.

Portanto, infere-se a necessidade de se resolver os impasses éticos e morais do uso da Inteligência Artificial. Para tanto, o Ministério da Educação - responsável por assegurar o acesso à educação para todos os cidadãos brasileiros- deve, por meio de sanções, incluir na grade curricular acadêmica aulas de educação tecnológica para jovens e adultos, como já ocorre na Finlândia, dessa maneira, tendo como finalidade que os brasileiros não se sintam desamparados. Logo, evitando que a situações como em “Detroit Became Human” se repitam.