Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 31/10/2020
A Guerra Fria, conflito ocorrido no século XX, provocou diversos avanços tecnológicos, como desenvolvimento dos aviões e criação da internet, instrumentos fundamentais para a sociedade. No entanto, é notório os impasses éticos e morais do uso dessas inteligências artificiais, e, em virtude de serem condições maléficas, medidas são necessárias para mitigar os perigos existentes. Nesse aspecto, é válido citar o aumento do desemprego e a manipulação dos usuários como agravantes desse infortúnio. Em primeiro plano, é preciso destacar a substituição da mão de obra humana pela utilização de Inteligências Artificiais (IA) como óbice na problemática, pois arrisca o equilíbrio social. Prova disso é a obra de ficção cientifica “Detroit Became Human”, na qual retrata uma sociedade em que os robôs ocupam vários campos de trabalho e, por conseguinte, diversas pessoas são demitidas. Nessa perspectiva, fora da ficção, é evidente que o aumento das tecnologias que desenvolvem funções de forma mais rápida e eficaz que os humanos, como os driveless (trens que funcionam sem motorista), corrobora o crescimento do desemprego. Dessa maneira, apesar da IA ser benéfica para os empresários, por reduzir custos, gera o empobrecimento da parcela da população desempregada e, de mesmo modo, crise social.
Ademais, a alienação dos usuários é outro fator recorrente, pois arrisca o pensamento crítico e autônomo. Exemplo disso é o documentário “O Dilema das Redes”, no qual é apresentado como os algoritmos das redes sociais, como Facebook, têm persuadido nas escolhas, opiniões e atitudes das pessoas. Nessa óptica, é indubitável que os mecanismos criados pelas empresas de software para induzir as ações dos indivíduos, com o intuito de lucrar, acarreta no vício das pessoas por esses aplicativos e controle de suas ações, gerando indivíduos manipulados e sem senso crítico, como apresentado no documentário. Dessa forma, é fundamental mudança desse quadro de alienação para evitar maiores riscos.
Depreende-se, portanto, que os impasses éticos e morais do uso da inteligência artificial são circunstâncias nocivas carecedoras de soluções. Logo, o Ministério do Trabalho deve acrescentar à legislação trabalhista um artigo que determine um número mínimo de funcionário para cada empresa – levando em conta o seu tamanho e área de atendimento-, por meio de uma ementa constitucional, a fim de que as pessoas não sejam demitidas. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação, por meio de palestras e cursos, informar sobre os perigos das IA – como levar ao vício e à alienação-, com o objetivo de que as pessoas não sejam manipuladas.