Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 05/10/2020

Após o advento da internet, em plena Segunda Grande Guerra, por Alan Turing, deu-se início aos sistemas de tecnologias de informações, dentre os quais, destaca-se, na atualidade, e ganha debates os providos de redes neurais que asseguram sua hiperinteligência. Nesse sentido, o atual desfecho sobre o papel das Inteligências Artificiais e suas formas de atuarem na sociedade vem preocupando a humanidade, já que traz à tona reflexões sobre se o seu uso é certo ou não, bem como quanto irá substituir o homem.

De antemão, em um sistema, como o capitalista, que há quem ordene, quem cumpra e quem consuma, é evidente que ele funcione. O problema surge quando não há o consumidor, seja pela falta de recursos, como o financeiro, ou de segurança, quanto ao uso, desses. Diante disso, no que se refere ao poder de aprendizagem de alguma IA, traz-se à discussão a substituição do homem pela máquina por definitivo ou o seu autoafastamento para utilizá-la. Ora, jamais irão se conformar aqueles que em pleno trabalho escutarem que uma nova “entidade” irá os substituir, bem como não irão aceitar, os mais esclarecidos, que um carro guiado por tal permanecerá a todo tempo seguro, afinal é comum “invasões” e “panes” em sistemas informacionais.

Além disso, a ruidosa arrogância tecnológica atual, segundo Hans Jonas, a exemplo das redes neurais de inteligência, tendem a ganhar espaço. Isso porque seu mercado de informação é superaquecido pelos eletrônicos, logo tende a atrair potentes empresas de investimento, como a Google. Ademais, vale salientar que essa consequência torna sobremodo esquecido, a curto prazo, as necessárias análises de atuação dos cibersistemas, ficando mais para terceiro plano as boas condutas morais dos investidores em detrimento de uma economia sustentável. Sendo assim, observando o acelerado desenvolvimento dos sistemas de informação, conclui-se que o prazo, embora curto, pode ser suficiente para retirada do homem de muitos mercados.

Logo, urgem-se medidas para garantir o melhor uso das Inteligências Artificiais. Para tanto, faz-se necessário que a ONU convoque Governos para debaterem sobre o futuro da utilização das redes neurais de computadores, levantando como pauta a sustentabilidade econômica e a responsabilidade de empresas de ponta quanto a finalidade desses cibersistemas. Desse modo, espera-se que sejam emitidas resoluções que limitem o poder de atuação das IAs e garantam a empregabilidade plena para o homem, bem como sejam implementados setores de fiscalização que atuem no combate à arrogância tecnológica. Dessa maneira, existir-se-ão alternativas para nortear as potentes novidades tecnológicas da internet.