Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 03/10/2020
Consoante com notícias publicadas pela revista da Globo, em 2015, afirma que uma invenção feita por humanos mas autônomo dele poderia tratar as pessoas de forma terrível- não como inimigas, mas como seres desprezíveis. Nesse viés, verifica-se que a inteligência artificial é uma ameaça aos valores éticos e morais da sociedade, tornando-se um desafio que precisa ser combatido. Dessa forma, em razão da falta de debate e da lacuna educacional existentes, emerge um problema complexo que precisa ser revertido.
Em primeiro lugar, é válido salientar que o silenciamento amplo sobre o tema é uma causa latente do problema. A respeito disso, segundo Foucault, há temas que não são viabilizados para que estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, nota-se que o silêncio midiático em torno do assunto mantém as estruturas de poder, os quais não encontram-se preocupados com os impactos que a inteligência artificial oferece a população, no que contribui para que a sociedade se torne, amiúde, dependentes dessas máquinas, perdendo com isso a sua própria autonomia, constituindo para que a população seja desprovida do conhecimento, tornando seu combate desafiador.
Em segundo plano, é indispensável mencionar que a negligência escolar colabora com a persistência desse impasse. Nessa perspectiva, Kant- famoso pensador- defende que o homem é resultado da educação que teve. Sob essa lógica, se há um problema social, há irresponsabilidade nas escolas, onde falta uma preparação dos alunos uma vez que são eles, os quais utilizaram dessas ferramentas por maior parte do tempo e lhes faltam o conhecimento necessário de como utilizar de maneira há não se tornar dependentes de tais máquinas. Assim, a isenção educacional de responsabilidade sobre o tema é um desafio.
Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é preciso que os Governos Estatuais criem cursos -obrigatórios- em escolas de informática e matemática, no período extra classe para aprimorar o conhecimento dos estudantes e prepara-los para um futuro em que poderão utilizar da inteligência artificial sem se tornar dependentes dela. Ademais, as prefeituras devem informar aos jovens e adultos através de postes em redes sociais e campanhas com slongs que chamem atenção do publico a importância de não se acomodar com o que os aparelhos lhe oferecem e buscar aperfeiçoar o seu intelecto permitindo ,assim, serem independentes da inteligência artificial. Desse modo, poderá se consolidar uma geração mais soberana.