Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 05/10/2020
“Nem sempre andar para frente significa evoluir”. Essa frase está presente no livro “O Pequeno Príncipe”, do célebre escritor francês Antoine de Saint-Exupéry. Nesse sentido, a humanidade está sempre progredindo, contudo, nem sempre, tais mudanças são positivas, uma vez que a utilização exacerbada da Inteligência Artificial (I.A.) prejudica todo o corpo social, seja pelo interesse capitalista, seja pelo desemprego.
Primeiramente, é importante destacar que, desde a Primeira Revolução Industrial, o trabalho manual é substituído por aparelhos, pois, eles conseguem produzir mais, de maneira veloz, e com menor custo, sendo, esse desenvolvimento, patrocinado pelos oligopólios para garantir a potencialização dos lucros. Segundo o filosofo Michel Foucault, na Sociedade Moderna, temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidos. Por esse ângulo, o debate sobre tal questão é restrito ao conhecimento da maior parte população brasileira, a fim de mitigar qualquer dúvida sobre os perigos da Inteligência Artificial. Exemplo disso é a capacidade das máquinas de autoaprendizagem - tecnicamente chamado de “Machine Learning” -, que podem evoluir automaticamente de forma constante até que ultrapassem o conhecimento humano e, possivelmente, prejudicar os seus criadores.
Ademais, o indivíduo está perdendo espaço para as novas tecnologias, pois, elas conseguem compilar milhares de informações e apontar resultados categóricos sobre determinada questão em grande velocidade - processo conhecido como “Big Data”. Dessa forma, o homem é, gradativamente, substituído por máquinas. Paralelamente, no seriado televisivo “Os Jetsons”, é retratada uma família que vive em um futuro com casas e automóveis voadores, além de viverem em um lar extremamente tecnológico. Todavia, essa sociedade é tomada pelo desemprego e a população fica insatisfeita com tal engenho. Sob essa ótica, hodiernamente, conforme pesquisa da Universidade de Brasília, trinta milhões de empregos serão substituídos por robôs até dois mil e vinte e seis.
Portanto, medidas públicas são necessárias para o fim do impasse abordado. Para tanto, o Ministério da Educação deve fomentar o debate sobre o uso exacerbado da I.A. - também conhecido como “Sociedade 5.0”: nesse pensamento, o corpo civil refletirá a respeito de como a tecnologia pode ser nociva, como visto na comunidade dos Jetsons. Dessa forma, tal ação pode ser instrumentalizada em escolas da rede pública e privada de ensino, por intermédio de Cientistas de Dados e profissionais das áreas humanas, de modo a objetivar uma ampla conscientização sobre a alta tecnologia para minimizar seus impasses éticos e morais. Assim, a relação homem-máquina será harmônica.