Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 05/10/2020

estrela em 2014, a série “Scorpion” acompanha a vida de excêntrico gênio e sua rede internacional de super gênios. Juntos, eles formam uma linha de defesa contra as ameaças do mundo moderno; direcionados por algoritmos e computadores de alta performance tecnológica e uma ampla inteligência artificial. Análogo a isso nota-se que o mundo tecnológico moderno proporcionou evoluções significativas para a sociedade, além de mudar comportamentos e posicionamentos sociais. Porém, a inserção dessa camada tecnológica desencadeou impasses éticos e morais do panorama no uso de inteligência artificial, que resultaram na preocupação da sociedade com avanço desordenada das maquinas robotizadas, com também na falta de debates governamentais para promover interações harmônicas entre sociedade e robôs.

Em primeiro lugar, é essencial ressaltar de início a postura de preocupação da sociedade moderna com a implementação desenfreada do avanço robótico na área social, que desde da segunda revolução industrial acarretou em consequências éticas para a população, como desemprego e desigualdade social. Desse modo, percebe-se que a décadas os algoritmos tecnológicos desfavorecem os direitos humanos, como a quebra de oportunidades de melhores condições de vida, propiciadas principalmente pelo emprego formal. Contudo, a inteligência artificial embasada na ética moralista promoveu impasses significativas para sociedade, na qual as atividades laborais em IA (inteligência artificial) é promovida por víeis lucrativos e não coletivos.

Em segundo plano, pode-se afirmar que, em razão dos meios lucrativos promovidos pela inserção tecnológica dos IAs, a falta de debates governamentais e sociais perante essa camada informatizada é um agrave ético e moral no uso dessa tecnologia moderna. Isso porque, segundo Habermas, “a linguagem é uma verdadeira forma de ação”; desse modo, percebe-se que a maior preocupação dos órgãos governamentais e empresas privadas é a obtenção financeira  deixando de lado a importância da linguagem para a promoção do melhor engajamento social entre inteligência artificial e sociedade, posto que ética do IA é formulado para desencadear a revolução social sem ferir o direito dos homens. Portanto, medidas são necessárias para atenuar esses impasses. Sendo assim, cabe ao governo federal brasileiro juntos com os Brins, efetivar meios necessários para a inserção do IA sem promover quebra de direitos sociais, como desemprego, por meio de políticas públicas que visem assegurar tais direitos e promoção social, além disso é essencial também que a mídia vincule em plataformas digitais a importância do debate para o campo social e incremento entre IA e sociedade, com o intuito de formular na interação ética moralista no uso coerente da inteligência artificial.