Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 14/10/2020
O vocalista Matt Bellamy ressaltou: “A longo prazo, inteligência artificial e automação tomarão muito do que dá aos humanos um sentimento de propósito”. Assim, analisando essa citação, vale realçar o quanto as pessoas contemporâneas dependem de seus aparelhos eletrônicos, seja para organizar sua rotina, para trabalhar, estudar, pagar contas, entre outros. Dessa forma, seguindo esse raciocínio, é válido comparar o quanto a sociedade passará a depender de máquinas quando estas passarem a fazer as obrigações daquela. Por isso, às vezes cabe pensar que a Inteligência Artificial (IA) não parece ser uma solução para o futuro e, sim, um empecilho, por conta da dependência por máquinas. Visto isso, é necessário debates sobre as consequências futuras que serão entregues as novas gerações.
Primeiramente, é significativo analisar a série Betten Then Us (Melhor que nós) e o que ela engloba e realça sobre os robôs. De início, cabe lembrar que essas máquinas são programadas para seguir ordens das pessoas e nunca machucá-las. Todavia, na série mostra a criação de uma robô chamada Arisa, na qual foi criada para ser mãe e esposa, à vista disso, “possuindo” emoções. Entretanto, da mesma forma que ela possui a capacidade de amar ela também possui a de matar, sendo acusada até mesmo de assassinato. Além disso, o seriado mostra as seguintes questões: objetificação sexual, apego dos humanos às máquinas e, ainda, há os chamados rebeldes que vão contra a ideologia robótica por conta do índice do desemprego. Com isso, apesar de ser um relato fictício nada impede de que se torne algo real, visto a ambição dos humanos pela criação da inteligência artificial.
Segundamente, é necessário enfatizar o fato de que os crimes cibernéticos aumentaram. Pois, de acordo com uma reportagem publicada no G1, o número de crimes virtuais em Minas Gerais cresceu quase 50% em abril deste ano na comparação com o ano passado. Posto isso, é válido mencionar que com a IA esses crimes poderão aumentar, por exemplo, ao hackear a câmera de um robô pessoal ou até mesmo de empresas. Ademais, as pessoas não exerceriam esforços na vida cotidiana visto que essa seria a obrigação das máquinas. Portanto, não exercitariam o cérebro, passando a depender apenas de robôs. Nesse sentido, deixaria de existir a inteligência humana e passaria a ter somente a inteligência artificial.
Em vista do fatos mencionados, com a intenção de não proporcionar riscos para a população, é essencial que os cientistas que buscam a criação de robôs para uso pessoal ou de empresas estabeleçam critérios que entregue segurança para a sociedade, como a exigência da criação de leis. Para mais, como a IA não pode ser evitada, por ser algo de enorme interesse para a criação do futuro, é fundamental que seja estabelecido limites para que a vida humana não seja dominada por máquinas.