Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 13/10/2020

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade e  teceu críticas sobre o comportamento egoísta que caracteriza essa nação. Não longe da literatura, a realidade do cotidiano contemporâneo  traz contrastes semelhantes no que tange a questão dos impactos éticos e moais do uso da Inteligência Artificial, seja em virtude da lenta mudança na mentalidade social, seja pelo imediatismo do ser humano em questões de evolução.

Sob esse viés, pode-se apontar a vagarosa mudança na mentalidade social como um dos fatores que corroboram para essa problemática, pois, desde muito cedo, o ser humano é exposto à  tecnologia incentivado por mídias e familiares, segundo a advogada e politica francesa, Christine Lagarde, a sociedade não está adiantando o futuro do jovem, mas destruindo o mesmo. Então, partindo dessa premissa é quase que impossível não enxergar o quão prejudicial é o avanço exorbitante da tecnologia junto a falta de conhecimento da população.

Além disso, outro forte ponto que se destaca é o imediatismo do ser humano em questões evolutivas, contrastando com o “mito da caverna, de Platão”, onde as pessoas não enxergavam a verdade por medo de sair da sua zona de conforto, na modernidade as pessoas criam a sua zona de conforto, a ponto de esquecer a ética para o convívio social, impactando até mesmo no meio ambiente.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário, para que isso ocorra é necessário que especialistas no assuntos com o apoio do Governo Federal, devem desenvolver campanhas em escolas, para alunos no ensino fundamental e médio sobre ética moral, além de alertar sobre as consequências do mal uso de tecnologias, é possível também, criar uma “hashtag” para identificar esse projeto e dar mais visibilidade, afim de alcançar, além dos alunos, uma maior parte da população, talvez, assim, seja possível diminuir esse impasses e minimizar a alienação coletiva.