Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 07/10/2020
Desde à popularização da internet, empresas de diversas áreas de atuação começaram a desenvolver sistemas, baseados em inteligência artificial, que visam compreender e manipular os internautas. Com isso, vem crescendo a discussão sobre os impasses éticos do uso de inteligência artificial.
Primeiramente, empresas como Facebook, Google e Twitter armazenam quantidades massivas de dados, capturados de seus usuários, que vão desde, seu animal favorito ate o tempo gasto observando publicações. Esses dados são posteriormente usados para manipular o utilizador, redirecionando anúncios que se encaixam em sua personalidade, ou maquiando seu “Feed” conforme seus gostos.
Além disso, alguns dessas inteligências artificiais acabam promovendo organizações com opiniões radicais e extremistas, por consequência, espalhando noticias falsas que esses grupos propagam. Com isso, já é possível observar o crescente numero de membros, que comunidades como movimento antivacina, neonazista e terra plana, vem ganhando.
Enfim, é possível estabelecer uma relação entre a manipulação e o armazenamento de dados dos usuários com o uso de inteligência artificial, além de que, essa pratica fere o artigo 12 de Declaração Universal dos Direitos Humanos, que defende o direito da vida privada a qualquer indivíduo. E também entre a crescente onda de movimentos extremistas e o uso de algoritmos de influência por redes sociais. Em suma, são necessárias a criação de taxas que serão aplicadas por dado coletado dos usuários em empresas que usam esse tipo de ferramenta, aspirando o controle de dados recolidos pelas mesmas. E por parte dessas empresas, são essenciais as revisões de suas inteligências artificiais e a implantação de filtros contra as “Fake News”, visando a diminuição da propagação da desinformação.