Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 08/10/2020
O filme “O Jogo da Imitação” conta a história do Alan Turing. O drama acontece durante a Segunda Guerra Mundial, quando o governo britânico tem o objetivo de desvendar o Enigma, um código que os Alemães usavam para mandar mensagens a seus submarinos. Na sociedade pós-industrial pode ser fácil o uso antiético da Inteligência Artificial (AI), visto que os direitos humanos não são respeitados. Dessa forma, cabe discutir como a falta de fiscalização na aplicação da IA e o respeito as leis dos direitos humanos solidificam o impasse.
É relevante abordar, primeiramente, que pode ser fácil na atualidade usar recursos tecnológicos para captar os dados que chegam por segundo. Mas, se não for aplicado de forma correta a possibilidade de desrespeitar a lei é alta. A respeito disso, foi estabelecida, no Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – que garante, sobretudo, a segurança dos indivíduos expostos na internet. Nesse sentido, a prevenção do uso malicioso de IA exige que os profissionais de segurança dobrem seu compromisso com a base de segurança para garantir a confidencialidade, integridade e disponibilidade dos sistemas baseados na própria.
Paralelo a isso, os impactos sociais estão cada vez mais presentes na sociedade. Uma vez que, no mercado de trabalho as pessoas são analisadas em perfis computadorizadas, onde é julgada não pela ética e habilidade mas sim por sua descrição. Bem como na medicina, onde pacientes vão para cirurgias com base no prognóstico de uma doença, que pode desenvolver ao longo do tempo, ignorando o fato de que ela pode não existir. Assim sendo, há uma maior possibilidade dos trabalhadores serem trocados, no mercado de trabalho, por máquinas que nem se quer garante a proteção dos dados pessoais.
Portanto, para resolver esse problema, o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Ciência e Tecnologia deve ser responsável por campanhas e esclarecimento em relação á IA. Isso precisa ser feito por meio de palestras e debates nas escolas e locais públicos. Ademais, a Organização das Nações Unidas (ONU) deve elaborar, por meio da assembléia, um regulamento que limite a IA, com o intuito de que esse não gere prejuízos para os humanos, de modo que as empresas sejam transparentes em relação ao uso de dados da sociedade. Só assim o Brasil e todos os países será um lugar confortante, onde todos tenham seu lugar de direito na sociedade e direitos humanos respeitados.