Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 08/10/2020
Desde o início da história a descoberta de novas coisas revolucionam o comportamento humano, podendo contribuir positivamente ou não, como aconteceu com o “14 Bis”, o avião que foi criado por “Santos Dumont”, e que ao mesmo tempo que serviu para prejudicar pessoas na guerra, hoje é um dos veículos de locomoção mais usados ao redor do mundo. Dito isso, o mesmo se aplica quando se discute inteligência artificial, tendo em vista que infelizmente, não é tão claro o quanto sua praticidade realmente é uma vantagem ou se essa é algo que pode “explodir” à qualquer momento.
Além disso, a contribuição dos filósofos da Antiguidade na questão da ética, é muito utilizada nos dias de hoje para se compreender o que é certo ou errado. Essa situação é representada no âmbito da inteligência artificial visto que, um impasse muito grande para o seu desenvolvimento e integração total na sociedade, é o desemprego que ela causa. Atualmente, há milhares de pessoas desempregadas e a inclusão dessa tecnologia infelizmente, só iria acentuar ainda mais esse fator, uma vez que, uma de suas principais utilidades é realizar trabalhos que normalmente são realizados por humanos, contudo de forma mais rápida s prática.
Ademais, outro fator importante para debater é o quanto é confiável depender de máquinas e algoritmos para realizarem tarefas humanas. Inquestionavelmente, o futuro é ciência, todavia, essa também apresenta suas falhas. Isso é demonstrado na série de televisão “Condor”, em que um algoritmo é desenvolvido pelo FBI para combater terroristas na Europa, no entanto, ao invés disso, ele é usado nos Estados Unidos e isso gera um caos e muitas mortes, ou seja, um simples detalhe causou um estrago muito grande.
Portanto, devido aos impasses sobre suas vantagens e desvantagens, o governo deve criar um programa de incentivo ao uso da tecnologia artificial, por meio da criação de leis. Entretanto, essas devem garantir que essa tecnologia sirva apenas para complementar o trabalho humano, e não substituí-lo por completo, para que a sociedade consiga desfrutar dos benefícios gerados por ela, sem colocar a sobrevivência financeira da população em risco.