Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 08/10/2020

Com o surgimento da globalização e, consequentemente o avanço tecnológico, muitos estudiosos acreditam que a Quarta Revolução Industrial está acontecendo centrada na figura da Inteligência Artificial (IA), corroborando diversas problemáticas, no que se diz a respeito da ética e moral dentro desse âmbito. Ao mesmo tempo em que a IA se populariza, questões sobre a coexistência de humanos e robôs inteligente são levantadas. Com isso, evidencia-se a necessidade de tal assunto.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a Inteligência Artificial é um ramo de pesquisa da ciência da computação que busca, através de símbolos computacionais, construir mecanismos e dispositivos que simulem a capacidade do ser humano de pensar, resolver problemas, ou seja, de ser inteligente. Contudo, alguns impasses entram em jogo ao se falar desse assunto, como por exemplo o desemprego, a desigualdade econômica e a segurança e privacidade de dados. Com isso, o desemprego é o maior problema dos citados, visto que com o uso da IA 45% dos empregos que existem hoje serão automatizados em apenas 20 anos, o que é preocupante ao Brasil, uma vez que o país atualmente apresenta uma taxa de 13,3% de desempregados, o que corresponde a 12,8 milhões de pessoas.

Por conseguinte, Karl Marx já dizia que com o advento do capitalismo houve o “materialismo histórico”, que “reificou” o sentido do produtor e seu produto, no qual o objeto abstrato substitui o homem, executando suas funções, desumanizando-o. Entretanto, o escritor e estudioso Isaac Asimov desenvolveu as “Três Leis da Robótica”, com o objetivo de tornar possível a coexistência de humanos e robôs inteligentes, em que um robô não pode ferir um ser humano ou permitir que o mesmo sofra algum mal, um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei e, por último, um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.

Visto que é de extrema importância a conciliação da ética e moral com a IA, é necessário que o Ministério da Tecnologia invista em profissionais que supervisionem os robôs e os trabalhadores para conciliação dos mesmos. Ademais, cabe ao Poder Legislativo a criação de uma lei que reforce as Três Leis da Robótica, visando assim, a coexistência dos dois, não desrespeitando a ética, mas também utilizando-se da avançada tecnologia que é a Inteligência Artificial.