Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 08/10/2020
A Terceira Revolução Industrial trouxe consigo demasiado avanço tecnológico, o qual promoveu melhorias em diversos tipos de trabalho, sendo uma delas a automatização em máquinas de trabalho, porém, a partir deste momento a inteligência artificial começou a causar algumas reações não tão positivas, como o aumento no índice de desemprego.
É de conhecimento geral que, atualmente, a inteligência artificial e a tecnologia em si evoluíram muito, e essa evolução pode ter trazido consigo tanto pontos positivos como negativos. Com o avanço na automatização, muitas empresas optaram, naquilo que possível, por utilizar o trabalho maquinário ao invés do trabalho humano, visto que, a longo prazo, os resultados são maiores e o custo da produção é reduzido.
É nesse momento que entra a questão: até que ponto a inteligência artificial pode substituir o trabalho humano?
A inteligência artificial tem uma fraqueza muito grande, que é a falta de emoções e perspectiva de mundo que os humanos tem, pois a máquina só vai conseguir ver dois lados, o certo e o errado, porém em determinados casos, há uma terceira opção, que a máquina será incapaz de enxergar, e nesses casos o trabalho humano seria bem mais eficiente.
Cita-se de exemplo estudos sobre análise de contratos, julgamento de causas por máquinas, de modo que um programa seja desenhado a analisar “causas padrão”, de modo a trazer mais celeridade nos processos judiciais.
Ocorre que, há um elemento impossível de ser programado, que é o elemento humano.
Muitas decisões são tomadas com base no chamado “sentimento” externo que não é possível de ser programa em um sistema. São fatores externos que influenciam em uma decisão de negócio. Tais como a leitura pessoal de como a pessoa age, conhecimento de mercado, etc.
O fato é que dependemos demasiadamente da inteligência artificial para nossas atividades diárias, mas questões chaves não podem por ela ser substituídas.
O governo federal deveria buscar algum modo de limitar o uso dessas maquinas, tanto para zelar pela dignidade humana quanto para diminuir o índice de desemprego, assim seria possível ter o equilíbrio entre a inteligência artificial com o principio moral e ético da sociedade.