Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 14/10/2020

“Tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa humanidade” - Albert Einstein, físico. Assim como colocado por Einstein a inteligência artificial (IA) vêm ultrapassando os limites da humanidade, entre os avanços dessa tecnologia que podem se tornar um problema para a sociedade estão: a inteligência artificial na ciência e na robotização nas indústrias. Em síntese, há uma imensa discussão ética acerca do uso indevido da IA. Decerto, no momento atual os malefícios podem superar os benefícios nesta discussão, pois com o uso incorreto dessa tecnologia poderá acarretar em não servidão da IA aos humanos, mas sim o contrário.

Sem dúvidas a 1ª revolução industrial transformou o mundo do século XVIII, mas a 4ª revolução industrial transformou o século XXI, ela é diferente de tudo o que a humanidade já viu, com novas tecnologias que englobam os mundos físico, digital e biológico. Por certo, isso provocou inúmeras novas tecnologias e entre elas a inteligência artificial, que entrou em forma de robotização nas indústrias. Assim, fez com que as pessoas passassem de trabalhadores braçais para operadores de máquinas, por conseguinte, os humanos começaram a ser descartáveis para o trabalho. Dessa forma, gerou uma imensa onda de desemprego e trabalhos informais, principalmente em países emergentes.

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”, Drummond faz alusão em sua obra a problemas difíceis de resolver, como é o debate ético em torno do uso da IA, principalmente, na ciência. Em primeiro lugar, essa “pedra” começou antes da inteligência artificial entrar na ciência, sem ela os cientistas, especialmente, os da genética não conseguiam avançar em seus trabalhos. Outrossim, quando essa tecnologia chegou para transformar esse campo, a “pedra” ficou ainda maior na questão da moralidade de até onde a IA poderia interferir na genética dos humanos. Atualmente essa inovação tem interferido tanto na ciência, que está assustando muitos estudiosos que pesquisam sobre perigos à vida humana.

Logo, torna-se evidente, portanto, que há diversos impasses éticos e morais do uso da inteligência artificial, desde a indústria até a ciência, e isso pode se mostrar em um futuro próximo um impedimento aos direitos e garantias da humanidade. Destarte, cabe aos Governos Federativos unirem-se aos responsáveis pela IA para desenvolver protocolos de segurança mais rígidos, além de avaliar incessantemente os usos de suas criações na sociedade, podem realizar e manter isso em assembleias internacionais todos os anos. Desse modo, conseguirão pelo menos controlar essa alta tecnologia e poderão se adaptar ao novo mundo que a 4ª revolução industrial está criando.