Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 08/10/2020
Já convivemos, há tempos, com o que chamamos de inteligência artificial (I.A), uma tecnologia a qual permite máquinas, com uma programação avançada, desempenham diversas funções na sociedade. Junto ao grande avanço tecnológico e ao aumento da capacidade das máquinas de armazenar e processar inúmeros dados e informações, tomar decisões por conta própria, surgem alguns impasses tanto na esfera ética com na da segurança física e emocional das pessoas.
Portanto, é, de certa forma, inevitável os avanços na área da I.A, já que os benefícios dessas descobertas são grande no mundo capitalizado, onde informações e dados são como “ouro”. Porém, as esferas éticas e filosóficas apresentam algumas barreiras, com razão, para tais avanços dessas superinteligências, as quais teriam uma grande e perigosa autonomia na sociedade.
As redes sociais, por exemplo, apresentam I.A na hora de enviar determinadas publicações ao usuário, levando em conta dados como o histórico de pesquisas das pessoa e o mais acessado da rede. Isso gera um certo controle na hora de compartilhar informações, e como está suposto a erros, pode acontecer como os casos onde “bots” (contas sem usuário) proliferam informações falsas pelos sites.
Por conseguinte, o documentário “O Dilema das Redes”, feito pela empresa Netflix, mostra como as redes sociais e as I.A por trás delas controlam as emoções de seus usuários, uma vez que as informações vistas pelas pessoas afetam diretamente no cotidiano da mesmo, e quem envia essas informações são as máquinas inteligentes. As máquinas estão cada vez mais inteligentes, e é dever da sociedade evitar que as mesmas sejam usadas para coisas ruins.
Evidencia-se que a tecnologia da inteligência artificial deve ser controlada e supervisionada, já que carrega grandes perigos para a vida das pessoas. Os governos de países-líderes nas pesquisas da I.A devem garantir alguns cuidados, como seguir o princípio do benefício humano, para que os direitos humanos não venham a ser desrespeitados pelas máquinas, e o princípio da responsabilidade, devendo criar normas claras de responsabilidade jurídica para casos envolvendo inteligência artificial. A ética e a moral são complexas, mas cabe ao ser humano compreender e refletir sobre os perigos e os benefícios do uso da I.A, e assim garantir uma evolução saudável e controlada dessa tecnologia.