Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 09/10/2020
Após a Guerra Fria, o mundo presenciou grandes progressos tecnológicos que permeiam a contemporaneidade. Por essa razão, o uso da IA (inteligência artificial) está tornando-se decorrente no cotidiano, porém, o uso desse recurso na coleta de dados e formação de algoritmos tem levado a um embate ético, pois conflita com a segurança para com a individualidade e o bem psíquico da sociedade, já que possui um grande poder influenciador e pode levar a problemas compulsórios como também fortalecer os impasses ambientais, além da insegurança do futuro. Destarte, a população deve ser conscientizada pela união de órgãos nacionais e internacionais.
Incontestavelmente, ‘’temos de nos tornar a mudança que queremos ver no mundo’’, dizia o pacifista Mahatma Gandhi. Nesse contexto, nota-se a relevância das ações sociais para o bem humanitário. Entretanto, segundo o documentário O Dilema das Redes, o uso da IA na elaboração de propagandas está cada vez mais invasivo e específico, trazendo consigo uma doença gerada pelo capitalismo, o consumismo excessivo. Sendo assim, essa questão é um problema ético e promove a alienação, ou seja, suprime a liberdade de escolha individual de maneira inconsciente, além do transtorno mental.
Outrossim, esse poder influenciador é contraproducente ao cuidado para com o meio ambiente, pois, segundo o Jornal da TV Cultura em 2020, com o consumismo excessivo, mais matérias primas serão retiradas dos biomas e maior será a incidência de lixo nos oceanos, o que levará ao caos ambiental em menos de 50 anos, sendo assim, além dos problemas psicológicos que serão herdados da tecnologia, a viabilidade da vida humana também estará ameaçada, o que compromete a segurança do futuro. Assim, como já dizia Thomas Hobbes, “o homem é o lobo do homem’’. Nesse sentido, mostra o poder do próprio homem sobre ele mesmo, ou seja, tem a capacidade de se autodestruir.
Logo, conforme a Teoria Newtoniana, cada ação gera uma reação. Portanto, a Organização das Nações Unidas deve orientar que os órgãos supremos de cada nacionalidade obtenham formas de propagar a conscientização sobre como o uso da inteligência artificial influencia a tomada de decisões e como ela pode causar problemas psicológicos, dando ênfase nas consequências do consumismo excessivo ao indivíduo e ao meio ambiente e formular mais programas de coleta seletiva visando minimizar os efeitos do consumo. Assim, o conjunto dessas ações proporcionarão a convivência mais ética e segura com a nova tecnologia.