Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 09/10/2020

No filme “Vingadores: Era de Ultron”, Tony Stark e Bruce Banner criam uma Inteligência Artificial (IA) para a proteção do planeta terra, porém, após concebida, ela conclui que o melhor a fazer é exterminar a raça humana. Dito isso, fora da ficção, a constante evolução dessa tecnologia estimula o debate a respeito dos impasses éticos e morais de seu uso, entre eles, a possível substituição massiva de operários humanos, além da discussão sobre os conceitos morais que serão atribuídos a elas, carecendo, por isso, de medidas para devida conclusão.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que a evolução das Inteligências Artificiais precede consigo a substituição da mão de obra atual. A exemplo disso, segundo o site Intelligenza, daqui a aproximadamente 20 anos, cerca de quarenta por cento das profissões atuais serão mecanizadas. Sendo assim, elucida-se que, com a evolução de tal artifício, milhares de trabalhadores perderão seus empregos, visto que, serão substituídos por máquinas autônomas, desencadeando, com isso, uma série de problemas sociais e econômicos.

Outrossim, a questão acerca dos critérios morais que irão ser atribuídos a tais formas de inteligência configura uma importante problemática. Analogamente, a fim de exemplificar, na obra “Farenheit 451”, inserido em uma sociedade marcada pela repressão a literatura, uma Inteligência Artificial é responsável por exterminar qualquer tipo de obra literária, juntamente com seus proprietários. Em suma, evidencia-se que, diante de um mundo tão polarizado quanto o atual, a moralidade que será empregada em tais Inteligências é discutível, pois, assim como na obra dita acima, conceitos e preconceitos também podem estar sujeitos a serem introduzidos nelas.

Depreende-se, portando, que ações para devida resolução de tais problemáticas são necessárias. Primeiramente, Urge que órgãos responsáveis pela educação, como o Ministério da Educação, criem programas, por meio do repasse de verbas aos municípios do país, que disponibilizem cursos de profissionalização e de conhecimento sobre outras áreas para operários que possam vir a serem substituídos e, com isso, vise antecipar os possíveis desencadeamentos negativos da IA. Além disso, é necessário que os deputados e senadores elaborem projetos de lei que, por meio da fiscalização e do debate público, discorram sobre os critérios de julgamento que serão impostos as novas tecnologias, evitando, assim, que problemas morais sejam relacionados a cérebros tecnológicos. Por fim, após realizadas tais ações, impasses sobre o uso de novas tecnologias não mais ocorreram.