Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 11/10/2020
Atualmente o documentário “O Dilema das Redes”, disponível na plataforma digital Netflix, buscou trazer à tona depoimentos de especialistas e ex-funcionários do Facebook, Instagram, Youtube, Google e outras redes sociais. Uma vez que, essa indústria aos poucos se fez mais presente na rotina de milhares de pessoas. Diante disso, esse relato expõe os dilemas éticos de alguns que já fizeram parte dessa equipe e os morais dessas empresas que esforçam-se apenas em interesses financeiros. Face ao exposto, em um contexto atual, associar Inteligência Artificial aos lucros parece até aceitável, mas não inteligente, em razão de que, a estrutura do algoritmo dessas redes só viciam o consumidor em tecnologia, até que ele se torne um usuário que lamentavelmente, surge, como um dos males, o menor.
Em primeiro lugar, é importante analisar o que levou esses ex-funcionários à questionar essa moral. Dessa maneira, o ex-funcionário do Google, Tristan Harris, agora especialista em ética, afirmou que hoje em dia, a Inteligência Artificial (IA) responsável pelo engajamento das redes equivale ao Capitalismo de vigilância. Cabe frisar, que tal termo criado por Harris significa, rastreamento de dados e direcionamento das publicações, logo a pessoa não terá que procurar pelo conteúdo desejado, mas sim este procura pelo seu cliente. Infelizmente, diante desse fator, rapidamente a pessoa vira um usuário com compulsão digital que passa horas e horas na frente da tela e torna-se manipulado por tal IA.
Dentre as mazelas da rede o que parece se destacar é o vício causado pelo algoritmo. Sabe-se, porém, que esse efeito é apenas o início de uma variedades de problemas. Prova disso, no documentário O Dilema das Redes, existe um personagem chamado Ben, um adolescente que nasceu rodeado pelo meio digital. Com o objetivo de, alertar sobre a interferência da Inteligência Artificial na vida do jovem, aquela fora substituída por três pessoas. Desse modo, esses indivíduos cumprem os interesses financeiros das redes sociais, mesmo que para isso, Ben esteja totalmente desconectado do mundo real. O mais preocupante, são os frutos desse problema, pois o vicio abre caminhos para várias doenças como: estresse, ansiedade, depressão e muitas outras consequências psicológicas.
Torna-se evidente, portanto, a existência de impasses éticos e morais a cerca da Inteligência Artificial e uma necessidade de tratar tal dificuldade, de modo que as sequelas sejam cada vez menores. É lícito supor que, no âmbito da educação o Governo Federal tem seu papel fundamental. Dessa forma, por meio do novo projeto chamado “Algoritmo”, com palestras de professores das faculdades de Tecnologia da Informação nas escolas para difundir valores digitais a todos os adolescentes sobre as IA das redes. Além disso a mídia pode divulgar esses trabalhos para que todos tenham acesso a essa informação. Somente assim, menos usuários serão alienados pela internet.