Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 13/10/2020
Inteligência artificial e sua perigosa evolução
A crescente evolução da tecnologia, nos dias atuais, traz a tona debates a respeito dos limites éticos, envolvidos em novos tipos de inteligência artificial; As “IA” (sigla para Inteligência Artificial) representam o futuro na área de maquinas cada vez mais inteligentes e aptas a tomada de decisões, no entanto, o quão perigoso pode ser esta inserção na sociedade? A falta de um olhar “mais humano” em escolhas que afetam as pessoas pode ser um problema.
Desse modo, é preocupante imaginar um avião com IA, que, ao decidir chegar ao destino em tempo, coloca em risco a vida de 200 passageiros ao passar por uma tempestade; nesse caso, um piloto humano escolheria esperar condições favoráveis para prosseguir com a viagem. Outra questão sobre as IAs é que sua evolução tecnológica pode ser muito constante, chegando a um ponto em que estariam aptas a sua própria “edição”, isto é, as máquinas seriam capazes de se auto fabricar e se aprimorar sem a ajuda de humanos, ou até mesmo sem a permissão desses, como descrito no livro do filósofo sueco Nick Bostrom “Superinteligência”, no qual o autor explica como as máquinas aprenderiam a observar, armazenar e utilizar informações, tornando-se muito superiores ao cérebro humano, o que é preocupante.
Nesse raciocínio, até quando pode ser seguro ter uma maquina altamente inteligente inserida em sociedade? Um robô, por assim dizer, seria independente e autoconsciente, e portanto, sujeito a leis e regras, oque leva a pergunta - ele irá segui-las? Embora, ainda não tenha respostas, é dever ético e moral assegurar que em um futuro próximo isso será contido, caso tais perigos aconteçam. Por isso, é importante que as empresas responsáveis na pesquisa e produção de IAs assegurem-se de possuir um “botão” de stop, isto é, um controle pleno sobre suas máquinas durante todo o seu processo de produção e funcionamento.