Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 12/10/2020

“Nem sempre andar para frente significa evoluir”. Essa frase está presente no livro “O Pequeno Príncipe” retrata que a humanidade está sempre progredindo, contudo, nem sempre tais mudanças são positivas, uma vez que a utilização exacerbada da Inteligência Artificial (IA) implica em diversos impasses éticos e morais na sociedade, tais como: a utilização de robôs - posto que, a longo prazo, esse uso poderá tornar os seres humanos desprezíveis - e o desemprego pertinente na conjuntura hodierna. Dessa forma, convém analisar as principais consequências de tal problemática.

Primeiramente, vale destacar que o indivíduo vem perdendo espaço para as novas tecnologias, pois elas conseguem reduzir a quantidade de colaboradores em praticamente qualquer setor, como, por exemplo, na indústria - que anteriormente eram necessários cerca de oitenta funcionários para produzirem mil veículos, agora, menos da metade já são suficientes. Em conformidade com o portal de notícias Biti9, sendo esse desenvolvimento patrocinados pelos oligopólios para garantir a potencialização dos lucros. Nesse sentido, de acordo com relatório do Information Services Group, estima-se que até dois mil e cinquenta, oitenta porcento das atividades realizadas por humanos serão automatizadas. Sob essa ótica, a população brasileira está gradativamente ficando em segundo plano por conta dos aparelhos de alta tecnologia. Sendo assim, é evidente que as pessoas poderão ser descartadas pela IA, motivadas pelo capitalismo pragmático, se não houver ações que evitem isso.

Ademais, é importante destacar que, desde a Revolução Industrial, o trabalho é substituído por aparelhos, porque eles conseguem produzir mais, de maneira veloz e com menor custo. Por esse viés, consoante a pesquisa da Universidade de Brasília, trinta milhões de empregos serão substituídos por robôs até dois mil e vinte e seis. Paralelamente, no seriado televisivo “Os Jetsons”, é retratada uma família que vive em um futuro com casas e automóveis voadores, além de viverem em um lar extremamente tecnológico. Entretanto, essa sociedade é tomada pelo desemprego e a população fica insatisfeita com tal engenho. Logo, para evitar tal quadro caótico são necessárias mudanças.

Portanto, faz-se necessária a tomada de políticas atenuantes ao entrave abordado. Para tanto, o Ministério da Educação deve promover um amplo plano de especialização dos trabalhadores brasileiros para garantir a ocupação laboral. Tal ação pode ser instrumentalizada por oficinas e palestras, em escolas da rede pública e privada, mediadas por educadores de diversas áreas - garantindo uma ampla variedade de cursos preparatórios -, objetivando a permanência dos colaboradores em suas empresas. Além disso, cabe ao Poder Legislativo a criação de leis que limitem o desenvolvimento de IA aos padrões éticos e morais. Desse modo, o Brasil não apresentará realidade semelhante ao dos Jetsons.