Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 14/10/2020
Com os avanços tecnológicos das últimas décadas, a Inteligência Artificial (IA)- que é a capacidade de uma máquina ou de um programa de computador aprender a pensar e agir como seres humanos - evoluiu bastante. Posto isso, apesar de mostrar um potencial incrível para mudar a realidade e tornar o mundo mais eficiente, os impasses éticos e morais do uso dessa inteligência como desemprego e responsabilidade tem sido alvo de discussões no mundo científico.
A priori, é fundamental pontuar o desemprego como grande impasse para a evolução dessa tecnologia. Dentro dessa lógica, desde a Revolução Industrial, ocorrida no final do século XIX, no Reino Unido, o homem - entendido como aquele que tem a propriedade dos meios de produção - vem tentando substituir a força física do operário por máquinas. De acordo com o site Intelligenza, 45% dos empregos que existem hoje serão automatizados em apenas 20 anos. Dentro desse cenário, as máquinas estão migrando do trabalho físico para o cognitivo e estratégico - aquele que contribui para solução de problemas e se atinja o objetivo final, tornando o desemprego em massa uma realidade cada vez mais presente, já que as máquinas são programadas para serem mais eficientes, podendo tornar a Renda Básica Universal uma necessidade.
A posteriori, é imperativo ressaltar a responsabilidade como apuro da Inteligência Artificial. Sob essa ótica, um exemplo da evolução dessa tecnologia são os carros autônomos - veículo capaz de identificar o ambiente à sua volta e andar por ele sem qualquer intervenção humana - que possuem um grande potencial para a redução de acidentes de trânsito e congestionamentos. Entretanto, caso ocorra um acidente com carros auto-dirigíveis, não se sabe se quem responde pelo fato é o usuário ou a empresa de tecnologia, já que não existe uma legislação com regras e punições exclusivas para IA.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para evitar que os impasses do uso dessa inteligência se tornem uma realidade cada vez mais presente na sociedade. Dessarte, com o intuito de mitigar a questão do desemprego, faz-se necessário que o Governo de cada país defina limites, por meio da imposição de novas leis, que definam uma porcentagem obrigatória de funcionários que as empresas devem empregar, a fim de evitar que a Renda Básica Universal se torne uma necessidade. Além disso, é preciso que seja criada uma legislação com regras e punições exclusivas para Inteligência Artificial. Desse modo, tornar-se-á, possível a coexistência de humanos e robôs.