Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 16/10/2020

A partir do século xx, foram desenvolvidas inteligências artificias (IA), contidas em celulares e em máquinas industriais, capazes de facilitar ações do dia-a-dia e  otimizar o tempo destinado à produção industrial. Consoante a isso, observa-se a substituição da mão de obra humana por essa,vista como mais eficiente e, também, a dificuldade, por parte da população, em ter acesso a esse recurso. Com isso, mediante desemprego estrutural e a deficiente democratização de acesso como impasses éticos e morais do uso das inteligências artificiais, torna-se crucial analisar medidas de intervenção social.

A priori, segundo steve Jobs, inventor americano, “A tecnologia move o mundo”. De fato, o desenvolvimento das IA têm possibilitado a integração dos setores sociais. Contudo, por possuírem alto grau de técnica programada, passam a substituir pessoas, visto que a condição humana apresenta limitações físicas e psicológicas, ligadas ao cansaço e a vida pessoal, por exemplo, o que pode causar diminuição no rendimento produtivo. Em virtude disso, dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas) afirmam que, nos próximos 15 anos, o desemprego estrutural deverá subir 4 pontos percentuais por conta dessa substituição. Sendo assim, torna-se crucial analisar medidas que visem minimizar esse cenário negativo, visto que, sem emprego, a população não pode participar ativamente da economia.

A posteriori, Marilena Chauí afirma que “O direito se opõe ao privilégio”. A partir disso, é possível enfatizar que, apesar de serem de domínio livre, apenas parte da população, que possui privilégios capitais, consegue ter acesso facilitado, por meio de celulares,por exemplo, a serviços de compra, venda e atendimento, ofertados por inteligências artificiais, de maneira que, os menos favorecidos economicamente, por não possuírem tal equipamento não conseguem ter acesso aos mesmos serviços da mesma forma. Logo, visto que a democratização de acesso apresenta-se falha, e a ampliação das barreiras sociais coexiste, é necessário a atuação do Estado, de maneira que o acesso à tais recursos seja previsto para a maioria da população.

Em suma, torna-se necessário promover a intervenção estatal. Diante disso, o Governo federal, mais especificamente o Poder Legislativo, deve criar leis que deverão regularizar a substituição do homem pelas IA, limitando o número máximo de substituições, de modo que diversos servidores públicos deverão ser ativados para fiscalizar o cumprimento dessas novas leis. Além disso, o Governo Federal deverá, também, promover a democrarização de acesso às diversas tecnologias, ativando mais servidores públicos que serão responsáveis por selecionar a população, ainda sem acesso às inteligências artificiais, para serem beneficiadas com celulares ou computadores, sendo possível o acesso de serviços múltiplos ofertados pelas Inteligências artificiais. Assim, visar o bem estar social.