Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 14/10/2020

Dirigir um carro, pilotar um avião, analisar os riscos do mercado financeiro, operar uma pessoa. Todas essas eram atividades que anteriormente eram feitas exclusivamente por humanos, porém, com o avanço a cada vez mais rápido da tecnologia, essas e outras atividades podem e estão sendo executadas por computadores. Isso apresenta um risco enorme a todos, pois esses sistemas podem até ser muito inteligentes mas dificilmente conseguirão substituir uma pessoa com a mesma qualidade.

Primeiramente, cabe abordar os sistemas que traçam o perfil comportamental de uma pessoa na internet. Tais sistemas permitem saber o que a pessoa gosta, de que forma ela prefere e até o horário mais provável de ele executar uma atividade, com base nisso passam a oferecer uma gama de produtos ou serviços para o cliente em potencial. Isso além de uma invasão de privacidade apresenta um risco de certa forma, já que esses dados são muitas vezes são vendidos para terceiros e podem cair nas mão erradas. Com isso a possibilidade da aplicação de golpes cresce exponencialmente. Essas práticas vem disfarçadas de muitas maneiras, como uma promoção daquele produto super barato, por exemplo. Daí surge a necessidade urgente de uma regulamentação mais efetiva neste caso.

Ademais, outro problema a salientar é a substituição gradual de humanos por sistemas computadorizados. É fato que a tecnologia pode ajudar na maioria dos casos, porém em alguns deles ela pode atrapalhar. Existem algumas algumas atividades que devem ser exercidas exclusivamente por humanos, como dirigir um carro, por exemplo, tendo em vista que um computador não analisa os riscos de uma determinada situação como uma pessoa. Segundo uma reportagem do jornal espanhol EL PAÍS, Uma mulher de 49 anos morreu na cidade de Tempe, Arizona, Estados Unidos, ao ser atropelada por um veículo sem motorista operado pela Uber, segundo informou através de um comunicado a policia local. “O veículo se dirigia para o norte quando uma mulher que caminhava fora da faixa de pedestres cruzou a calçada e foi atropelada pelo veículo da Uber”, assinalou a policial em um comunicado. Isso prova que um sistema computadorizado jamais substituirá uma pessoa.

Dado o exposto, fica evidente que a solução viável para que haja um equilíbrio entre o uso da inteligência artificial (IA) e a segurança de todos viria por uma ação da câmara dos deputados, criando uma legislação que regulamentasse o uso da IA em todas as áreas. Nessa lei seriam impostos limites para a utilização desses sistemas desde a internet até a fechadura que se abre em casa. Fazendo isso, todos continuariam desfrutando positivamente dos avanços tecnológicos sem por em risco nenhuma área de suas vidas.