Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 15/10/2020
O filme Blade Runner apresentou na década de 1980 uma distopia do século XXI, onde em um mundo desenvolvido tecnologicamente as tarefas inconvenientes ou manuais são feitas por seres criados em laboratório. Atualmente, os avanços tecnológicos caminham na direção do que é mostrado no longa-metragem, criando dilemas de ética e moralidade quanto à criação e desenvolvimento de inteligências artificiais que serão altamente presentes na vida humana.
Primeiramente, é importante notar que avanços digitais atuais estão todos ligados à internet das coisas, querendo dizer que os objetos mais do que nunca se comunicam e armazenam informações do usuário entre si. Uma inteligência artificial na vida doméstica, exercendo o papel de otimizar o dia-a-dia, teria acesso à informações muito pessoais que o usuário poderia não querer compartilhar, onde uma brecha de segurança poderia significar uma quantidade imensurável de dados vazados contra a vontade do dono de tal IA.
Além disso, é importante notar o risco das empresas responsáveis pela criação de tais consciências fabricadas usarem o produto como uma forma de espionar seus usuários, analisando e vendendo seus dados. Mesmo que de forma ilícita, isso poderia acontecer, como no escândalo de 2016 onde o Facebook estava vendendo informações de seus usuários para a Cambridge Analytica, responsável por diretamente manipular os usuários da rede durante as eleições presidenciais dos EUA.
Destarte, vê-se necessária uma intervenção para que Inteligências Artificiais não sejam a causa de futuros vazamentos de dados, tornando assim papel da ONU, através do setor de normatização da União Internacional de Telecomunicações, definir padrões de segurança de dados e privacidade para as IAs, que ao serem seguidos pela indústria garantirão o sigilo e descrição com os dados pessoais de seus usuários, e tornando esse grande avanço tecnológico mais seguro pro cidadão comum.