Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 17/10/2020

Inteligência artificial é um ramo da ciberciência que elabora tecnologias para operarem funções que demandam inteligência humana. Tal segmento pode aumentar a produtividade das empresas e facilitar o cotidiano das pessoas. Todavia, é necessário o estabelecimento de critérios éticos tanto para evitar falhas quanto para nortear as intenções dos fabricantes.

A princípio, podem ocorrer falhas graves nesses mecanismos. Exemplo disso foi o atropelamento e morte de uma mulher por um veículo autônomo da empresa Uber nos Estados Unidos. Isso deriva do caráter recente dessa aplicação da inteligência artificial, haja vista que o carro, embora circulasse pelas ruas, encontrava-se em fase de testes. Logo, depreende-se que a fatalidade mencionada foi ensejada pela má condução das etapas de análise do sistema. Portanto, a falta de rigor nos estudos causa insegurança e risco às vidas humanas.

Ademais, as empresas desenvolvedoras desses mecanismos devem ter práticas éticas. Exemplo  contrário disso é retratado no documentário “O dilema das redes”, o qual aponta que algoritmos das redes sociais indicam conteúdos falsos ou inadequados aos usuários porque baseiam-se somente nos interesses desses, a fim de mantê-los conectados. Isso implica na disseminação de materiais que prejudicam indivíduos e a sociedade, como teorias conspiratórias e notícias falsas, o que resulta até mesmo em interferência em eleições presidenciais, como ocorreu nos Estados Unidos em 2016. Desse modo, entende-se que a ausência de filtros éticos nos algoritmos das redes sociais prejudica a coletividade.

Dado o exposto, medidas são necessárias para evitar falhas nos dispositivos de inteligência artificial e orientar o uso ético pelos fabricantes. Para tanto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações deve contratar em caráter efetivo especialistas em cibernética para elaborar e fiscalizar o cumprimento de parâmetros de qualidade no desenvolvimento e funcionamento de mecanismos com essa tecnologia e padrões éticos para o emprego de inteligência artificial pelas empresas, sobretudo as de comunicação. Desse modo, é possível superar impasses éticos e morais relacionados a essa tecnologia.