Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 21/10/2020
A frase célebre “A tecnologia move o mundo”, de Steve Jobs, está materializada em cada setor da sociedade. Analogamente, a Inteligência Artificial possui a proposta de promover a integração e a autonomia tecnológica de setores, hoje, considerados dependentes da decisão humana. Todavia, vê-se que a delegação de tais faculdades levantam questões fulcrais a serem discutidas, a saber: a questão ética e moral intrínsecas à atividade robótica autônoma.
Em primeiro plano, é imperioso analisar a ética aplicada ao setor de Inteligência Artificial. Nesse contexto, vê-se que outorgar a responsabilidade à máquinas cibernéticas autônomas, além de ser arriscado, pode ser fatal, pois sabe-se que, a menos que haja antecipação quanto às consequências possíveis, ter-se-ia que lidar com uma inteligência auto evolutiva , incapaz levar em consideração questões éticas consideradas comuns à raça humana. De fato, tal conjuntura mostra como ainda não é possível haver uma substituição efetiva.
Ademais, a questão moral é um vetor importante a ser discutido. Nesse âmbito, todas as decisões tomadas por alguém são baseadas em suas experiências e, também, no que está intrínseco à sociedade como aceitável. Consoante Aristóteles, filósofo clássico, a moral é a ação baseada na reta razão. Isso mostra que há uma memória de consciência ética atrelada a cada ação humana necessária em cada ato. Logo, vê-se que as máquinas carecem disso e, portanto, não poderiam agir de forma similar à humana.
Em síntese. medidas devem ser efetivadas , a fim de mitigar os efeitos das problemáticas. Desse modo, o Estado deve promover nas escolas, debates e palestras, que versem sobre o engajamento ético e moral do uso da Inteligência Artificial na sociedade, ministrados por filósofos e sociólogos, a fim de instigar a reflexão ponderada e atitude baseada na razão. Dessa forma, a sociedade poderá evoluir quanto a essa questão e, assim, a tecnologia moverá o mundo para a frente.